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Visita a Cabo Verde: Grão-Duque recebido por banho de multidão em S. Antão
Luxemburgo 27 4 min. 12.03.2015

Visita a Cabo Verde: Grão-Duque recebido por banho de multidão em S. Antão

Luxemburgo 27 4 min. 12.03.2015

Visita a Cabo Verde: Grão-Duque recebido por banho de multidão em S. Antão

O Grão-Duque foi recebido esta quarta-feira por um banho de multidão na ilha cabo-verdiana de S. Antão. Entre Santiago e S. Antão, a comitiva luxemburguesa passou ainda por Mindelo, em S. Vicente.

O Grão-Duque foi recebido esta quarta-feira por um banho de multidão na ilha cabo-verdiana de S. Antão. Entre Santiago e S. Antão, a comitiva luxemburguesa passou ainda por Mindelo, em S. Vicente.

O Grão-Duque chegou à ilha de S. Antão a meio desta tarde, acompanhado pelo Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e foi recebido pelos três autarcas da ilha.

Entre a multidão que esperava a visita do soberano, o CONTACTO encontrou alguns cabo-verdianos residentes no Luxemburgo.

"Eu sou vizinha do Grão-Duque. Moro em Schieren, a três quilómetros do castelo dele em Colmar-Berg. Estou aqui de férias e foi coincidência tê-lo visto aqui na minha terra. Estou mesmo contente", disse ao CONTACTO a cabo-verdiana Joana Ramos, que reside no Luxemburgo desde 1971.

"Eu morei no Luxemburgo, em Ettelbruck, e estou satisfeita com a ajuda que o Luxemburgo nos tem dado", disse Maria da Luz, outra habitante de S. Antão, a ilha do arquipélago com mais cabo-verdianos no Luxemburgo e a ilha que esteve na origem da cooperação entre os dois países.

Os mais novos estão também a par da relação entre os dois Estados e agradecem a ajuda à ilha, a primeira a receber o apoio do grão-ducado. "Sinto-me grata por ele ter vindo à nossa terra e estou contente por tê-lo conhecido. O Luxemburgo fez muita coisa em S. Antão. Espero que venha mais vezes", disse ao CONTACTO Josina Reis.

Entre os santantonenses residentes no Luxemburgo, o cabeleireiro Tony Rocha e o politólogo Nelson Brito estiveram no porto de Porto Novo para cumprimentar o Grão-Duque.

Antes de chegar a S. Antão, a delegação foi recebida na ilha de S. Vicente pelo autarca local e por muita gente que quis ver o Grão-Duque. 

Da esquerda para a direita: António Varela, Alcides Lopes, Luísa Gomes, José Neves e António Moura. Os cinco idosos cabo-verdianos trabalharam no Luxemburgo e agora residem em Cabo Verde
Da esquerda para a direita: António Varela, Alcides Lopes, Luísa Gomes, José Neves e António Moura. Os cinco idosos cabo-verdianos trabalharam no Luxemburgo e agora residem em Cabo Verde
Foto: Henrique de Burgo

Grão-Duque não se esqueceu da primeira geração de cabo-verdianos no Luxemburgo

O Grão-Duque agradeceu, esta terça-feira durante o seu discurso conjunto com o Presidente de Cabo Verde, o trabalho dos cabo-verdianos no Luxemburgo e disse estar reconhecido aos nove mil imigrantes do arquipélago, entre eles os da primeira geração, entre 1960 e 1970.

Entre esses cabo-verdianos da primeira geração a chegar ao Luxemburgo, cinco deles estiveram esta terça-feira na cidade da Praia para ver o Grão-Duque inaugurar a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde (EHTCV). Antes da chegada do chefe de Estado luxemburguês ao local, os cinco idososcaminhavam vagarosamente em direcção à entrada do novo edifício.

À espera do Grão-Duque estava o Presidente de Cabo Verde e outras autoridades cabo-verdianas. Enquanto isso, o CONTACTO encurtou caminho e foi ao encontro dos cinco.

"Queria muito ver o Grão-Duque. Todos nós trabalhámos no Luxemburgo e fomos convidados pelo Grão-Duque e pela Embaixada a estar aqui", foram as primeiras palavras de António Moura, que trocou Cabo Verde pelo Luxemburgo em 1970. "Está a ver aqui o convite? Viemos da cidade de S. Catarina [outra extremidade da ilha] e não podíamos estar mais contentes", acrescentou o octogenário, que segurava uma bandeira luxemburguesa numa mão e mostrava o envelope com o brasão do Palácio Grão-Ducal noutra mão.

"Eu também tenho aqui o meu convite. Estou muito contente com o Grão-ducado do Luxemburgo porque Cabo Verde está a avançar e a ficar muito melhor com a ajuda deste país", completou Luísa Gomes, também ela ex-imigrante no Luxemburgo.

Os cinco cabo-verdianos foram trabalhar juntos em 1971 para o Luxemburgo. Tal como a maioria dos conterrâneos, foram trabalhar nas obras e depois da reforma foram regressando a Cabo Verde a partir de 2000. No entanto a ligação com o grão-ducado continua.

"Nós fomos até Portugal. Parámos lá uns 20 dias e depois fomos para o Luxemburgo. Até aquela altura éramos poucos cabo-verdianos, mas depois começaram a chegar mais. Depois da reforma começamos a regressar. Eu vim em 2000, mas tal como os meus colegas estamos sempre em contacto com o Luxemburgo. Vamos lá pelo menos uma vez por ano ver os nossos filhos e netos", concluiu António Varela.

Esta quinta-feira termina a viagem oficial. Durante a manhã vai ser assinado o 4° Programa Indicativo de Cooperação na Câmara Municipal de Ribeira Grande e mais tarde a delegação vai ainda visitar alguns projectos de ONG luxemburugeses em S. Antão, para depois regressar a Mindelo e depois ao Luxemburgo.

Henrique de Burgo

António Moura
António Moura
Foto: Henrique de Burgo



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