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Violência doméstica. Nova helpline já foi contactada dezenas de vezes
Luxemburgo 2 min. 20.05.2020 Do nosso arquivo online

Violência doméstica. Nova helpline já foi contactada dezenas de vezes

Violência doméstica. Nova helpline já foi contactada dezenas de vezes

Photo: Shutterstock
Luxemburgo 2 min. 20.05.2020 Do nosso arquivo online

Violência doméstica. Nova helpline já foi contactada dezenas de vezes

Diana ALVES
Diana ALVES
A linha telefónica foi contactada 45 vezes.

A nova helpline destinada às vítimas de violência doméstica no Luxemburgo, operacional há um mês, já foi contactada 45 vezes. A maioria das vítimas queixa-se de violência psicológica, mas também há casos de agressões físicas e da chamada violência económica.

Segundo dados divulgados à Rádio Latina por Pierrete Meisch, diretora da Fundação Pro Família, uma das associações que gere a linha telefónica, 50% das pessoas atendidas entre 14 de abril e 17 de maio eram vítimas de violência doméstica. Os restantes contactos foram feitos por pessoas próximas das vítimas e também por profissionais do ramo “preocupados com as situações de violência doméstica”. 

A maioria das chamadas (64%) deu origem a consultas com profissionais da helpline, isto é, assistentes sociais, psicólogos ou educadores.

Nos dados divulgados à Rádio Latina, por email, Pierrette Meisch destaca as queixas por violência psicológica. A responsável adianta que “a violência psicológica esteve presente em quase 70% das situações, a violência física em 41% das situações e a violência económica em 7% das situações”.

Sobre a violência económica, a dirigente associativa adianta que este tipo de agressão pode manifestar-se de diversas formas, sem que seja necessário haver uma relação direta com o nível dos rendimentos. Um exemplo deste tipo de violência são os casos em que “o agressor controla todas as contas, recusa dar dinheiro à outra pessoa ou fá-lo a conta-gotas”. 

A violência económica acontece também, por exemplo, quando a vítima é alvo de “observações culpabilizantes” relacionadas com as suas capacidades de gestão financeira ou simplesmente com pequenas compras.

Sobre o perfil das pessoas que contactaram a helpine neste primeiro mês, a diretora da Pro Familia revela apenas que 55% eram mulheres e que 44% dos contactos foram feitos em luxemburguês, 36% em francês e 9% em inglês.

Em funcionamento há um mês, a linha telefónica 2060 1060 foi criada por cinco associações ativas na área – em colaboração com o Ministério da Igualdade – com o objetivo de centralizar num só número todos os pedidos de ajuda, de forma a lidar com o esperado aumento dos casos de violência doméstica no âmbito da pandemia da covid-19.

As associações envolvidas no projeto são a Fundação Pro Familia, a Fundação Maison de la Porte Ouverte, a infoMann (asbl Act Together), a Femmes em Détresse e o Conselho Nacional das Mulheres do Luxemburgo. Além do número de telefone, as vítimas podem contactar as associações por e-mail, através do endereço info@helpline-violence.lu.

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