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Vacinas covid-19 no estrangeiro são possíveis, mas Lenert diz que é preciso medir consequências
Luxemburgo 2 min. 02.06.2021 Do nosso arquivo online

Vacinas covid-19 no estrangeiro são possíveis, mas Lenert diz que é preciso medir consequências

Vacinas covid-19 no estrangeiro são possíveis, mas Lenert diz que é preciso medir consequências

Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 02.06.2021 Do nosso arquivo online

Vacinas covid-19 no estrangeiro são possíveis, mas Lenert diz que é preciso medir consequências

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Rastreio dos efeitos secundários após a toma da vacina não é garantido no caso de um residente que decida ser vacinado noutro país, diz ministra da Saúde.

Face ao crescente número de empresas que promovem pacotes turísticos de viagens onde se inclui a toma de vacinas contra a covid-19, a ministra da Saúde, Paulette Lenert, alerta que é preciso medir as consequências da compra destes pacotes. A informação surge numa resposta parlamentar recente.

Num artigo de março passado o Contacto dava conta de uma agência de viagens na Alemanha que vendia pacotes de viagens à capital russa, Moscovo, onde se incluía a toma das duas doses da vacina russa Sputnik V por um custo de 1.990 euros.

Paulette Lenert reitera que o Luxemburgo lançou a campanha de vacinação dos residentes onde é possível seguir a evolução de certos efeitos secundários. Um rastreio que não é garantido no caso de um residente que decida ser vacinado noutro país, esclarece. 


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Apesar de o certificado europeu digital covid - que deverá entrar em vigor em julho - incluir quem se desloca ao estrangeiro para a toma de vacinas, a ministra da Saúde diz no entanto que serão tidas em conta apenas as autorizadas pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa), das quais a Sputnik V não faz parte.

 Até à data estão apenas aprovadas na UE quatro marcas de vacinas: a Pfizer/Biontech, Moderna, AstraZeneca e a Janssen. Mas as autoridades luxemburguesas estudam a possibilidade de reconhecer a vacina russa, confirmou Paulette Lenert na resposta parlamentar.


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Na resposta parlamentar, a responsável pela pasta da Saúde refere ainda que até à data o Governo não recebeu pedidos de autorização de agências de viagens do Grão-Ducado para organizar este tipo de deslocações.

E lembra que a vacinação no Luxemburgo dará inclusive acesso ao certificado europeu digital covid já a partir de 1 de julho. Em paralelo com o europeu, o Luxemburgo prepara-se também para lançar o seu próprio passe covid-19

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