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Vacinação 5-11 anos. Só as crianças de risco devem ser vacinadas no Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 02.12.2021
Parecer dos peritos

Vacinação 5-11 anos. Só as crianças de risco devem ser vacinadas no Luxemburgo

Parecer dos peritos

Vacinação 5-11 anos. Só as crianças de risco devem ser vacinadas no Luxemburgo

Luxemburgo 3 min. 02.12.2021
Parecer dos peritos

Vacinação 5-11 anos. Só as crianças de risco devem ser vacinadas no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Ou aquelas que vivam com pessoas vulneráveis em casa. Este é o parecer do Conselho Superior de Doenças Infeciosas do Luxemburgo que, para já, entende "não ser urgente" vacinar todos os menores com menos de 12 anos. O documento foi entregue ao Governo.

O Conselho Superior de Doenças Infeciosas do Luxemburgo (CSMI, sigla original) já se pronunciou sobre a vacinação contra a covid-19, entre as crianças dos 5-11 anos de idade, e para já, não é favorável a uma vacinação geral desta faixa etária no Grão-Ducado. 

Para este órgão consultivo do governo, presidido pela infecciologista Thérèse Staub, o CSMI é da opinião que, entre os 5-11 anos, a vacina só deve ser recomendada perante duas situações concretas.

Às "crianças vulneráveis à covid-19, devido ao seu maior risco de complicações decorrentes de infeções do SARS-Cov-2" e, às "crianças que vivam no mesmo agregado familiar que outra pessoa vulnerável à covid-19, a fim de reduzir o risco de transmissão da infeção a estes indivíduos". No primeiro caso, existe um "benefício direto" da vacinação anticovid, já no caso destes menores que vivam com pessoas de risco, o "beneficio é indireto", mas justificável.

"Para a população geral de crianças dos 5-11 anos de idade, tendo em conta o menor benefício direto da vacinação contra a covid-19, do que o que existe na população geral de 12 anos ou mais, e tendo em conta um impacto global negligenciável na mortalidade global da covid-19, a curto prazo no Luxemburgo, parece menos urgente iniciar rapidamente uma campanha de vacinação universal para crianças desta faixa etária", lê-se no parecer do CSMI composto por 16 especialistas de renome, entre eles o Diretor da Saúde, Jean-Claude Schmit, publicado dia 29 no seu site.


Vacinas para crianças chegam à Europa a 13 de dezembro
Comissão aconselha países a estado de vigilância contínua. Continuar estratégia conjunta, atualizar dia-a-dia as restrições de viagens e aumentar os níveis de segurança se necessário.

O parecer foi publicado três dias depois da Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter dado opinião positiva ao alargamento da vacinação contra a covid-19, com a vacina da Pfizer, em crianças com menos de 12 anos e mais de cinco anos. A Comissão Europeia já adiantou que a partir de 13 de dezembro, os estados-membros podem receber estas vacinas destinadas aos 5-11 anos. Cabe agora ao governo do Luxemburgo e aos seus congéneres dos 27 decidirem, se alargam a vacinação a todas as crianças menores de 12, ou apenas, a menores com determinadas situações.

À espera de mais resultados

Para já, os peritos do CSMI preferem aguardar por mais informação e resultados científicos sobre a vacina nestas idades, até que esta vacinação seja alargada a todas as crianças dos 5 aos 11 anos.

"Num futuro próximo, com o acumular de dados sobre a segurança (relativos a possíveis efeitos secundários muito raros como a mio-pericardite pós-vacinação) a vacina também poderá ser recomendada para a população em geral de 5-11 anos de idade, tanto para seu benefício direto como para o efeito benéfico indireto (transmissão reduzida, melhoria da vida escolar, social e extracurricular das crianças tão afetadas pela corrente pandemia)", lê-se no parecer.

Para o CSMI "continua a ser imperativo dar prioridade a uma cobertura ótima de vacinação entre adultos, a fim de reduzir a mortalidade global ligada à covid-19 e reduzir a transmissão de infeções às crianças".


ECDC quer prioridade na vacinação para as crianças em risco
Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças vinca, ainda assim, que “a vacinação de crianças não pode ser considerada um substituto para a vacinação de adultos”, sendo que esta última deve ser “a principal prioridade” dos países.

Recorde-se que, em junho, o CSMI deu um parecer favorável à administração da vacina às crianças e adolescentes entre os 12-15 anos. Desta vez, não recomendam vacinação universal à população dos 5-11 anos, para já.

Contudo, é o governo quem tem a palavra final sobre a vacinação nestas idades, podendo seguir as recomendações deste conselho de especialistas ou alargar a recomendação da vacinação contra a covid-19 a todas as crianças a partir dos cinco anos.

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