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Utentes podem decidir o que consta no seu Registo de Saúde Eletrónico
Luxemburgo 2 min. 18.06.2019

Utentes podem decidir o que consta no seu Registo de Saúde Eletrónico

Utentes podem decidir o que consta no seu Registo de Saúde Eletrónico

Luxemburgo 2 min. 18.06.2019

Utentes podem decidir o que consta no seu Registo de Saúde Eletrónico

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O DSP é como um “dossier” eletrónico que cada utente possui e onde estão reunidos os seus dados de saúde, como o seu historial clínico, exames médicos, consultas, e que permitirá aos serviços de saúde um melhor e mais eficaz acompanhamento de cada doente.

Tem sido um longo caminho o da concretização do Registo de Saúde Eletrónico (“Dossier de Soins Partagé” (DSP), na designação em francês) dos 850 mil utentes da Caixa Nacional de Saúde , mas segundo o governo deverá finalmente começar a ser “implementado” no final do ano.

Até lá, e para ser possível avançar, o enquadramento legal do DST tem de estar concluído.

O DSP é como um “dossier” eletrónico que cada utente possui e onde estão reunidos os seus dados de saúde, como o seu historial clínico, exames médicos, consultas, e que permitirá aos serviços de saúde uma melhor monotorização e seguimento de cada pessoa. E ao utente aceder mais rápido aos seus dados.

A confidencialidade dos dados da DSP é uma das questões mais faladas relativas às DSP. Monique Putz, assessora da ministra da Saúde declarou ao Contacto não haver motivos para receios, todos os dados “estarão seguros” e que o projeto está a ser feito em colaboração com a Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Por outro lado, a assessora de Étienne Schneider adiantou também que os utentes “têm a liberdade de poder escolher” se querem ou não que conste certos dados no seu DSP.

Desde junho de 2015, há quatro anos, que o projeto tem estado em fase experimental, existindo já 57 mil utentes com o seu DSP, indicaram os ministros da Saúde e da Segurança Social, Étienne Schneider e Romain Schneider. Estas adesões a este registo são por enquanto facultativas.

Até agora já foram trocadas 240 mil informações médicas entre os profissionais de saúde através destes 57 mil DSP, revelaram os dois ministros adiantando que os números provam que “a intercomunicação e operabilidade técnica do sistema funciona bem, pelo que a implementação geral dos DSP pode começar”. Os quatro hospitais públicos, laboratórios de análises clínicas, Hëllef Doheem e Help, entre outros. Só que para arrancar em massa, falta ainda a lei.

“O DSP continuará em fase de testes até à conclusão do seu quadro legislativo”, adiantaram os dois ministros. Depois, a Agência eSanté passará à acção e atribuirá a cada um dos utentes da Caixa Nacional de Saúde o seu respetivo DSP.

 

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