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Uso de drogas ilícitas em baixa no Grão-Ducado

Uso de drogas ilícitas em baixa no Grão-Ducado

Foto: Serge Waldbillig
Luxemburgo 3 min. 12.02.2019

Uso de drogas ilícitas em baixa no Grão-Ducado

Relatório de 2018 aponta a existência de 2.200 consumidores.

O uso de drogas ilícitas no Luxemburgo apresenta uma tendência de descida, de acordo com os resultados do relatório nacional sobre drogas e toxicomanias no Grão-Ducado (RELIS 2018). De acordo com o documento, o número total de consumidores situa-se nos 2.200, “algo que equivale a uma taxa de prevalência de 5,8 utilizadores por mil habitantes com idades entre os 15 e os 64 anos”. Em 2000, a taxa situava-se nos “nove utilizadores em cada mil habitantes, figurando entre as mais altas na União Europeia”.

O documento relembra dados do "último inquérito nacional representativo (EHIS, 2016)" para destacar que "o uso de drogas ilícitas em termos de população geral no Luxemburgo está abaixo das taxas de prevalência médias na União Europeia e é geralmente menos elevado na comparação com os países vizinhos, sobretudo no plano do uso recente".

A cannabis "continua a ser a droga mais consumida entre jovens dos 13 aos 18 anos", embora se registe descida nos números de utilizadores ao longo da vida. "Estima-se que 17,1% (22,6% em 2006) dos jovens com 15 anos consumiram cannabis pelo menos uma vez (HSBC, 2014)" e a taxa de prevalência de uso recente, ou seja, nos últimos 12 meses entre estes jovens estabilizou entre 2010 e 2014, tendo aumentado ligeiramente no mesmo período a prevalência de uso atual (últimos 30 dias)".


Os números da droga no Grão-Ducado
No Luxemburgo, a droga mais consumida é a cannabis, mas a cocaína está em subida. Entre 2011 e 2016, o consumo de drogas matou 50 pessoas no país.

Outro número que apresenta tendência de decréscimo é o de utilizadores com recurso a seringa que passou de 5,7 por mil em 2009 para 3,8 por mil em 2015, constatando o relatório que “o uso de drogas por inalação ganha terreno ao uso por injeção”. Alain Origer, coordenador nacional no setor das drogas, afirma que, “na sequência de um trabalho de incentivo à redução dos riscos, 54% dos utilizadores das salas de consumo supervisionado recorrem à inalação, algo que constitui um modo de consumir com menos riscos, registando-se redução de overdoses e de doenças infecciosas”.

Em 2000 houve 26 vítimas mortais, mas em 2017 as mortes foram oito e, “embora ainda não estejam completos, os dados de 2018 apontam no sentido da redução”. A idade média do consumidor “subiu dez anos nos últimos 12, situando-se agora nos 39 anos”.

Por outro lado, “a morbilidade e mortalidade associadas ao uso de drogas continua a descer, depois de uma subida entre 2014 e 2016 das novas infeções por HIV e de uma descida em 2017”. O relatório salienta a descida e Étienne Schneider, ministro da Saúde, refere: “Se estes resultados são encorajadores, o desenvolvimento de medidas complementares dirigidas aos utilizadores marginalizados e em perda de contacto com as redes de cuidados é um objetivo prioritário”.


Em Bonnevoie, a sala de chuto não é um salão de chá
Na guerra contra as drogas, as primeiras vítimas são os toxicodependentes, mas à exceção de Portugal, onde o consumo foi despenalizado, a maioria dos países trata-os como criminosos. No Luxemburgo, na única sala de chuto do país, a abarrotar pelas costuras, há muitos portugueses.

Cocaína a subir na União Europeia

Sobre a União Europeia, o documento cita o Observatório Europeu das Drogas e Toxicomanias (OEDT) para referir que “há mais de 92 milhões de pessoas, entre os 15 e os 64 anos, que consumiram pelo menos uma droga ilícita”. Além disso, “em média, o consumo da cocaína aumentou de forma ligeira”, enquanto no caso da cannabis “cerca de 1% dos jovens adultos têm consumo diário ou quase diário e, no ano passado, 14,1% entre os 15 e os 34 anos consumiram”.

À escala mundial, há 275 milhões de pessoas com idades entre os 15 e os 64 anos que consumiram pelo menos uma droga ilícita, “ou seja, 5,6% da população mundial neste intervalo etário”. O uso de drogas em situação de risco elevado atinge “cerca de 31 milhões de pessoas, das quais 10,6 milhões injetam-se”.

A cannabis “é a droga mais consumida (192 milhões de pessoas)”, enquanto as anfetaminas são usadas por 34 milhões e os opiáceos atingem “aproximadamente 19 milhões”.

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