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Universidade da Lorena abre inquérito para apurar plágio de Bettel
Luxemburgo 27.10.2021
Investigação jornalística

Universidade da Lorena abre inquérito para apurar plágio de Bettel

Investigação jornalística

Universidade da Lorena abre inquérito para apurar plágio de Bettel

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 27.10.2021
Investigação jornalística

Universidade da Lorena abre inquérito para apurar plágio de Bettel

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Primeiro-ministro terá plagiado quase na totalidade a tese que lhe permitiu terminar o mestrado em Direito e Ciências Políticas.

A "bomba" rebentou esta quarta-feira quando uma investigação jornalística do site Reporter.lu avançou que a tese de mestrado em Direito na Universidade de Nancy, a atual Universidade da Lorena, do primeiro-ministro do Grão-Ducado, Xavier Bettel, foi plagiada quase na totalidade (96%). Bettel não confirmou nem desmentiu, deixando no ar que "do ponto de vista de hoje, reconheço que poderíamos - sim, talvez devêssemos - tê-lo feito de forma diferente". 


Xavier Bettel acusado de plagiar tese de mestrado na Universidade de Nancy
Investigação jornalística do site Reporter.lu dá conta de que o primeiro-ministro plagiou a quase totalidade do conteúdo da tese em Direito. Bettel admite que se fosse hoje teria feito de outra forma.

A instituição de ensino anunciou agora que vai abrir uma investigação para apurar os factos. "O estabelecimento leva a sério as violações da integridade científica". A Universidade sublinha que, em 1999, ou seja, "há mais de vinte anos, as universidades não estavam equipadas com o software anti-plágio atual, que é de uma ajuda inestimável na deteção do plágio, mas não é automático".

No entanto, a atual administração parece querer demarcar-se da visada. "Esta revelação exige a verificação de um facto que data de mais de 20 e 13 anos antes da criação do estabelecimento que reúne as quatro universidades de Lorena" escreveu no comunicado.

A tesa chama-se "Para uma possível reforma do sistema de votação para as eleições para o Parlamento Europeu" e o documento de 56 páginas escrito em 1999 contém informações de quatro sites, dois livros e um artigo de jornal, sem que as fontes originais tenham sido citadas.   

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