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Uma dezena de palestinianos feridos em Gaza tratados no Luxemburgo
Luxemburgo 18.11.2019

Uma dezena de palestinianos feridos em Gaza tratados no Luxemburgo

Uma dezena de palestinianos feridos em Gaza tratados no Luxemburgo

Foto: AFP
Luxemburgo 18.11.2019

Uma dezena de palestinianos feridos em Gaza tratados no Luxemburgo

Susy MARTINS
Susy MARTINS
O executivo vai desbloquear um orçamento especial destinado ao Ministério da Saúde.

O Luxemburgo vai assumir as despesas financeiras de jovens palestinianos feridos na faixa de Gaza, no âmbito de um projeto humanitário. Atualmente, estes pacientes são tratados nas estruturas dos Médicos sem Fronteiras em Gaza e Amman, na Cisjordânia.

A decisão foi tomada pelo governo, no último conselho de ministros, realizado na sexta-feira.

O executivo vai desbloquear um orçamento especial destinado ao Ministério da Saúde. Esse orçamento, cuja quantia não foi revelada, vai chegar aos cofres daquele ministério no decorrer do próximo ano e visa cobrir as despesas associadas aos cuidados de saúde dos jovens palestinianos. O tratamento vai decorrer no Centro Hospitalar do Luxemburgo (CHL).

O CHL comprometeu-se a receber até 12 pacientes oriundos da faixa de Gaza, que necessitam de cirurgias ortopédicas, sendo que o tratamento poderá ter uma duração de cerca de três meses. O hospital, por seu lado, vai assumir as despesas relacionadas com os honorários médicos que irão decorrer do internamento dos feridos palestinianos.

A organização Médicos sem Fronteiras vai organizar a evacuação dos pacientes com ferimentos causados por armas de fogo e que necessitam de cirurgia reconstrutiva.

Para levar a cabo este projeto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros vai fornecer a ajuda necessária em relação aos procedimentos consulares e de imigração.

Note-se que desde o início de 2018, tem aumentado as tensões na faixa de Gaza, gerando uma crise humanitária. Todas as sextas-feiras têm ocorrido protestos ao longo da fronteira com Israel, que mobilizam muitos manifestantes, sobretudo jovens e crianças. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 321 pessoas morreram desde o início das manifestações, das quais 52 crianças. Dos mais de 35 mil manifestantes feridos, pelo menos 6.200 foram atingidos por tiros.