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Um em cada cinco residentes já foi vítima de fraude bancária
Luxemburgo 3 min. 24.11.2022
Statec

Um em cada cinco residentes já foi vítima de fraude bancária

Statec

Um em cada cinco residentes já foi vítima de fraude bancária

Luxemburgo 3 min. 24.11.2022
Statec

Um em cada cinco residentes já foi vítima de fraude bancária

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
De acordo com o Statec, os jovens são os mais afetados tanto por roubos como por fraudes.

De acordo com o último inquérito de segurança realizado pelo Statec em 2019/2020 relativamente aos últimos cinco anos, as fraudes bancárias que envolvem cartões bancários ou online aumentaram nos últimos anos no Luxemburgo. O aumento foi de cinco pontos percentuais, de 12,7% para 17,7%, ou seja, uma em cada cinco pessoas terá sido vítima deste crime.   

Entre os exemplos mais comuns denunciados, estão a realização de transações bancárias online fraudulentas (67%), falsificação e utilização de um cartão bancário (25%) e utilização de cartões bancários perdidos ou roubados sem autorização (8%)

Em relação a residentes afetados por fraudes ao consumidor no geral (mencionadas acima), a percentagem mantém-se em aproximadamente nos 18%, tanto em 2013 como 2019/2020.   

No que toca aos assaltos a pessoas individuais em geral, 17% da população residente declarou ter sido vítima de um roubo não violento nos últimos cinco anos. É um aumento desde o último levantamento de dados de 2013, em que estes valores rondavam os 12,8%.

Apenas 2,3% afirmou ter vivido uma situação de violência, o que representa uma redução quando comparado com 2013, em que se situava nos 4%. Ou seja, apesar do número de assaltos violentos ter reduzido dois pontos percentuais, os assaltos sem agressão aumentaram quatro pontos. 

Ainda de acordo com os dados, no geral os luxemburgueses foram mais afetados por assaltos e fraudes do que os estrangeiros.

No total, 19% das pessoas nascidas no Luxemburgo sofreram um assalto sem violência no período analisado, em comparação com 15% dos imigrantes. Esta tendência aplica-se também a fraudes ao consumidor (20% para luxemburgueses e cerca de 16% para estrangeiros). 


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Assalto a propriedades

Uma em cada dez pessoas sofreu um assalto (ou uma tentativa) em casa nos últimos cinco anos, ou seja, 13%. Este valor reflete uma diminuição considerável quando olhamos para 2013, em que 19% da população denunciou uma invasão de propriedade. 

De acordo com os dados avançados pelas autoridades em 2013 foram comunicados 2.228 incidentes, 1.404 em 2019, e 1.076 em 2020. Ou seja, reduziram para menos de metade. No entanto, é preciso ressalvar que 2020 foi o ano pandemia de covid-19 que obrigou toda a população ao confinamento, afastando possíveis ladrões.

Também o roubo de veículos diminuiu ao longo dos últimos anos. Em comparação com 2013, em que houve 367 notificações às autoridades, houve uma descida de quase seis pontos percentuais - de 7 para 1,6% - ou seja, 230 roubos confirmados em 2020. 

Jovens são as vítimas

Curiosamente, são os jovens são os mais afetados no Luxemburgo, tanto por roubos como por fraudes. 

Nos últimos cinco anos, quase um quarto da população mais jovem sofreu um roubo não violento, enquanto apenas um em cada sete da população mais velha pode dizer o mesmo. 

Quando se fala de assaltos que envolvam violência, os números são mais baixos e mantém esta tendência. Entre os 16 e 24 anos, quase 5% dos jovens diz ter sido uma vítima, enquanto entre os maiores de 65 anos essa percentagem é pouco mais que 1%. 

O género não afeta a tendência de assaltos ou fraudes, com 3% dos homens e 2% das mulheres a confirmar terem sido vítimas de assalto violento nos últimos cinco anos.


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Onde é mais perigoso? 

O sul do Luxemburgo (cantões do Luxemburgo, Remich, Esch-sur-Alzette) tende a ser ser mais afetado por roubos do que o norte do país (cantões de Clervaux e Vianden). Este resultado pode ser explicado devido à maior densidade populacional a sul, perto da capital. 

De acordo com os dados, 17% dos lares do cantão do Luxemburgo foram assaltados, seguido de Remich, com 14%, contra apenas 3% em Mersch.

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