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Um crime anunciado em Esch
Luxemburgo 2 min. 12.08.2019

Um crime anunciado em Esch

Um crime anunciado em Esch

Foto: Yann Hellers
Luxemburgo 2 min. 12.08.2019

Um crime anunciado em Esch

Álvaro CRUZ
Álvaro CRUZ
Amiga da vítima lamenta tragédia e revela que o agressor era violento e perigoso. Na véspera do assassínio, a polícia já tinha ido a casa devido a uma briga do casal, mas nada foi feito. E o homem, de nacionalidade portuguesa, que veio a matar a companheira regressou a casa.

Esta segunda-feira o ambiente estava carregado junto à casa onde Dione S., 54 anos,  de nacionalidade brasileira, morta no sábado, na rua Simon Bolivar, em Esch-sur-Alzette por o namorado português, Francisco O., 49 anos. A porta do edifício estava vigiada por vários polícias que dispersavam os curiosos que se aproximavam, não impedindo, no entanto, que alguns vizinhos se assomassem à janela.

Junto à porta, Rosa (nome fictício), uma amiga da vítima, protestava com os polícias dizendo que queria saber mais informações para contactar os familiares, mas em vão. Nenhum dos agentes falou e Rosa, com as lágrimas nos olhos, disse em tom de revolta: "não é justo, sou amiga dela e preciso informar a família".

Ainda meio desorientada, explicou ao Contacto a relação de amizade que tinha com a vítima: "Ela era boa pessoa. Honesta, trabalhadora e bastante amiga dos amigos", reforça com amargura. "Ajudou-me muitas vezes no trabalho e até quando mudei de casa", precisa. "Nós bem a avisámos que aquele indivíduo não prestava. Fartei-me de chorar. Não consegui pregar olho", disse, abanando a cabeça.

"Ele não gostava que eu e outras pessoas fossemos amigas dela. Até nos bloqueou no facebook", revela. "Minha querida amiga... isto ia acabar por acontecer mais tarde ou mais cedo. Ele é um indivíduo violento e perigoso. Quantas vezes a avisámos"...

"Vou ter que falar com os filhos e nem sei o que dizer... Uma das filhas está no Brasil e outra em Itália. O filho está em Londres com o ex-marido... quando vierem vão ficar na minha casa, mas estou de rastos. Tinha a viver com ela uma filha de 11 anos que, ao que parece, foi levada por uma assistente social. Ela não merecia uma coisa destas... que tragédia", lamentou, abandonando cabisbaixa o local.

Num dos cafés próximos da casa, um vizinho também comentava: "Na sexta-feira, já tinha havido confusão. A polícia e os bombeiros vieram aqui buscar o indivíduo, mas pelos vistos acabou por regressar. Não valeu de nada", lamentou.

O agressor encontra-se em prisão preventiva, depois de ser presente a um magistrado.

Fonte da polícia confirmou que Francisco O. tinha sido retirado do apartamento da vítima na véspera, mas não adiantou mais pormenores do inquérito que se encontra em curso.


 

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