Escolha as suas informações

Um ano depois, portuguesa reabre o famoso pub George & Dragon

Um ano depois, portuguesa reabre o famoso pub George & Dragon

Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 11 2 min. 08.02.2019

Um ano depois, portuguesa reabre o famoso pub George & Dragon

Sibila LIND
Esta sexta-feira é a inauguração oficial do novo espaço, que fechou em outubro de 2017.

Margarida Santiago tinha 22 anos quando deixou a Figueira da Foz e veio para o Luxemburgo, em 1992. Começou a trabalhar num hotel e passou por dois restaurantes até ter o seu próprio estabelecimento: o famoso pub britânico George & Dragon. “Sempre tive a ambição de trabalhar por conta própria”, conta Margarida, que esteve à frente do bar durante 18 anos, seis deles ao lado do ex-companheiro e fundador do pub (em 1984) Richard Andrews.

Em 2017, o espaço fechou e deixou vários clientes “órfãos”, que frequentavam aquele pub tão peculiar há já uma dezena de anos. Desde então, Margarida procurou uma solução, que lhe chegou com a ajuda da cervejaria Diekirch, que lhe ofereceu o espaço, em Rollingergrund, a poucos metros do antigo pub.

A decoração não mudou. Os bancos em couro vermelho artificial estão de volta, assim como as mesas de madeira desgastada. Os anúncios de cerveja preenchem as paredes pintadas de rosa claro e até o sino continua atrás do balcão. Quando Margarida toca o sino, é sinal de que os clientes só têm tempo para uma última rodada, como já acontecia no espaço anterior.

A portuguesa, de 47 anos, quis manter o interior do bar o mais parecido possível com o antigo, com o “mesmo conforto e o mesmo sentimento”. “Agora, as pessoas sentem-se como se estivessem na outra casa”, diz, referindo-se ao espaço que fechou. “Foi uma ausência muito longa e agora os clientes que voltam ficam emocionados e surpreendidos com o trabalho que fiz aqui. É um pouco diferente mas tem peças de decoração e quadros do espaço anterior”.

Foto: Gerry Huberty

O novo pub traz muitas memórias às pessoas que o costumavam frequentar, “principalmente memórias de juventude. Houve relações que começaram aqui”, diz.

A maior parte dos clientes são luxemburgueses, já os ingleses são cada vez menos e os portugueses nunca estiveram entre os mais frequentes. Margarida sempre falou em inglês, mas confessa que já há alguns anos que tem de falar francês. “A clientela está sempre a mudar, por isso tenho de me adaptar. Muitos clientes não sabiam que eu falava francês”.

Apesar dos grandes esforços para manter quase tudo igual, houve uma alteração que a portuguesa fez questão de fazer: o nome. Agora, o espaço chama-se George and Dragon Bei der Fiels, em homenagem à comunidade luxemburguesa de quem a proprietária diz ter recebido muito apoio. “É uma comunidade que sabe dar valor”, conta. “A partir de agora, vai ser escrito um novo capítulo na história do pub”.