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Turismo de "tabaco e combustível" sim, "droga" não
Luxemburgo 20.02.2021

Turismo de "tabaco e combustível" sim, "droga" não

Lokales,Hundestaffel der Douane, Drogensuchhunde. Gepäck-Personendurchsuche nach Drogen.Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort

Turismo de "tabaco e combustível" sim, "droga" não

Lokales,Hundestaffel der Douane, Drogensuchhunde. Gepäck-Personendurchsuche nach Drogen.Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Gerry Huberty
Luxemburgo 20.02.2021

Turismo de "tabaco e combustível" sim, "droga" não

Apesar de só desde o início do ano a polícia já tenha feito 18 detenções relacionadas com estupefacientes, o ministro da Segurança Interna desmente que o Luxemburgo seja ponto de venda na região.

No coração da Europa, o Grão-Ducado não entra obrigatoriamente no roteiro de quem procura estupefacientes na Grande Região. Quem o diz é o ministro da Segurança Interna, Henri Kox, que atira o problema para o lado da fronteira. "Pode dizer-se que a maioria dos comerciantes não vive no Luxemburgo, mas fecha no estrangeiro, principalmente em França", sublinhou o governante numa resposta parlamentar ao deputado, Fred Keup, da direita ultraconservadora do ADR.

Tabaco e combustível continuam a trazer os residentes dos países vizinhos. O mercado financeiro também é uma porta giratória. Droga, ainda não. 

Como recorda a edição francesa do Wort, não há assim tantos dados concretos para fazer um retrato mais alargado da realidade da droga no Grão-Ducado. De facto, a convicção do ministro da Segurança Interna baseia-se  apenas numa análise do centro do Abrigado, do Dernier Sol. Em março de 2020, a estrutura aberta aos toxicodependentes analisou os ficheiros de 163 utilizadores. A partir destes dados, verificou-se que apenas 22% eram de nacionalidade luxemburguesa e que 70% das pessoas que tinham um endereço residiam no Grão-Ducado. 

Na verdade, o único ponto em que o Governo consegue ser mais específico prende-se com a criminalidade. Só desde o início do ano, ainda fevereiro vai a meio, 18 pessoas foram detidas por questões relacionadas com substâncias ilegais. Em 2020 foram 99, quase metade do que no ano anterior que terminou com 187 detenções. 

Mais polícia 

Sobre como pretende resolver a situação que continua a atirar centenas e centenas para a indigência, Henri Kox não ocupou uma única linha. De qualquer forma, na resposta parlamentar o ministro fez questão de vincar a aposta na segurança da capital, especialmente nas redondezas da Gare. 

Para além do destacamento de cerca de 55 agentes para três esquadras entre o bairro da Gare e Bonnevoie, "cerca de 30 agentes adicionais - agentes da polícia uniformizados, membros do serviço de polícia judiciária, tratadores de cães, etc" - já estão a reforçar a vigilância. Até 2026, o ministro pretende colocar nas fileiras da polícia mais de 600 agentes. 

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