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Trump exige que pare "a caça às bruxas" em reação a testemunho de embaixador
Luxemburgo 2 min. 21.11.2019 Do nosso arquivo online

Trump exige que pare "a caça às bruxas" em reação a testemunho de embaixador

Trump exige que pare "a caça às bruxas" em reação a testemunho de embaixador

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 21.11.2019 Do nosso arquivo online

Trump exige que pare "a caça às bruxas" em reação a testemunho de embaixador

Esta declaração foi feita depois de o embaixador dos Estados Unidos na União Europeia ter assumido uma pressão sobre a Ucrânia, no âmbito do inquérito para a destituição do Presidente norte-americano.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a sua indignação face ao testemunho do seu embaixador na União Europeia exigindo que “a caça às bruxas” pare já.

“Esta caça às bruxas deve parar agora. [É] tão prejudicial para o nosso país!”, escreveu Donald Trump na rede social Twitter, num comentário ao testemunho do embaixador Gordon Sondland.

Esta declaração foi feita depois de o embaixador dos Estados Unidos na União Europeia ter assumido uma pressão sobre a Ucrânia, no âmbito do inquérito para a destituição do Presidente norte-americano.

Antes deste ‘tweet’, Donald Trump procurou distanciar-se do embaixador norte-americano na União Europeia, Gordon Sondland, dizendo que o conhece mal.

“Eu não o conheço muito bem. Não conversei muito com ele”, disse Trump sobre o embaixador, no dia em que este foi ao Congresso afirmar que tinha pressionado o Governo da Ucrânia a investigar as atividades da família de Joe Biden, rival político do Presidente norte-americano, por instruções expressas deste.

A declaração do Presidente norte-americano contrasta com uma mensagem da sua conta pessoal da rede social Twitter, de 8 de outubro, em que Trump dizia que adorava que Sondland fosse testemunhar no Congresso, dizendo que ele era um “homem bom e um grande americano”.

Durante a audiência pública na comissão de inquérito para destituição de Trump, Gordon Sondland disse ainda que houve uma relação de troca (“quid pro quo”) - facto central no inquérito para a destituição - entre a entrega de ajuda militar à Ucrânia e a investigação à atividade de Hunter Biden, filho de Joe Biden, junto da empresa ucraniana Burisma, e que transmitiu preocupação sobre esse facto ao vice-Presidente, Mike Pence.

No seu depoimento no Congresso, Gordon Sondland confirmou que agiu perante o Governo da Ucrânia sob “ordens do Presidente” e que elas pressupunham a pressão para investigação sobre Hunter Biden, filho de Joe Biden, e a sua atividade junto de uma empresa ucraniana, Barisma, suspeita de corrupção, em troca de ajuda militar e de uma reunião do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, na Casa Branca.

Donald Trump está sob investigação do Congresso num inquérito para a sua destituição (‘impeachment’), acusado de abuso de poder no exercício do cargo.

Trump é suspeito de ter pressionado o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, a investigar uma empresa ucraniana da qual foi administrador o filho do ex-vice-Presidente Joe Biden, dado como favorito a concorrer pelos Democratas nas eleições de 2020, em troca de uma ajuda militar dos EUA.

O 45.º Presidente norte-americano, em funções desde 20 de janeiro de 2017, já tinha qualificado a investigação como uma “caça às bruxas”.

As audiências públicas do inquérito arrancaram em 13 de novembro.

Se as conclusões do inquérito forem aprovadas por maioria simples na Câmara dos Representantes, o processo segue para o Senado, sendo necessária uma maioria de dois terços para a destituição do Presidente.

Lusa


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