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Trânsito. Ministros admitem que engarrafamentos causam stress aos alunos
Luxemburgo 2 min. 13.01.2020

Trânsito. Ministros admitem que engarrafamentos causam stress aos alunos

Trânsito. Ministros admitem que engarrafamentos causam stress aos alunos

Foto: Arquivo LW
Luxemburgo 2 min. 13.01.2020

Trânsito. Ministros admitem que engarrafamentos causam stress aos alunos

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
No Luxemburgo, o trânsito intenso faz com que os estudantes cheguem atrasados às aulas, pela manhã. Mas para já nada se pode fazer, dizem os ministros.

Muitos dos 30 mil estudantes do Luxemburgo que utilizam o Regime Geral de Transportes Rodoviários (RGTR) para ir para a escola, chegam frequentemente tarde às aulas devido às filas de trânsito ou ao atraso dos transportes públicos, como noticiou o Luxemburguer Wort.

Mesmo viajando de tram ou comboio os alunos não conseguem chegar a tempo pelo que levam um VTT (Venu trop tard) no livro do professor.

A notícia deste diário originou uma questão parlamentar do deputado Mars Di Bartolomeo, do LSAP, em que perguntou a François Bausch, ministro da Mobilidade e a Claude Meisch, ministro da Educação, se partilhavam a percepção que o atraso dos alunos lhes provocaria stress, além de uma inscrição no livro do professor, de uma nota pela qual eles não têm culpa. E se existia alguma possibilidade de escolas e governo encontrarem uma solução que impedisse esse atraso dos alunos.

"Algum stress para os alunos"

Em resposta dada a este deputado os ministros Claude Meisch e François Bausch assumiram que os transportes do RGTR que fazem os percursos escolares não são poupados à situação atual do tráfego rodoviário, marcado “por picos intensos, especialmente pela manhã”. Por isso, estes governantes admitem que tal “resulte em algum stress para os alunos a caminho das respetivas escolas secundárias”.

No entanto, os ministros defendem que “as autoridades escolares devem tomar todas as medidas necessárias para lidar com estes atrasos que não sejam culpa dos alunos”. E que não devem penalizar os estudantes por esta razão.

Sem alterar horário escolar

A ideia de adaptar o horário escolar, de começo e fim das aulas a horas diferentes das horas de ponta, para que os alunos não se atrasassem não é bem acolhida pelo governo. Devido às suas consequências. “Uma reorganização completa do horário do ensino secundário teria provavelmente efeitos múltiplos”: afetaria a vida familiar, todo o contexto escolar, como por exemplo as creches e as escolas básicas e outras estruturas de apoio, a rotina diária das famílias e até a vida profissional dos pais”, vincam os dois ministros na sua resposta ao deputado do LSAP.

Medidas a médio prazo

Para já nada se pode fazer. A médio e longo prazo, Meisch e Bausch recordam os programas de mobilidade que o governo está a por em marcha como a reorganização da rede RGTR, ou a  estratégia MoDu2 que irão diminuir o caos no trânsito nas horas de ponta, nomeadamente de manhã, quando os alunos têm de chegar a horas à escola. Mas para já, os adolescentes vão continuar a ter “algum stress”.

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