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Trajeto migratório dos cabo-verdianos no Luxemburgo em conferência
Os primeiros cabo-verdianos chegaram ao Luxemburgo na década de 1960, diluídos na comunidade portuguesa.

Trajeto migratório dos cabo-verdianos no Luxemburgo em conferência

Foto: Arquivo LW
Os primeiros cabo-verdianos chegaram ao Luxemburgo na década de 1960, diluídos na comunidade portuguesa.
Luxemburgo 24.04.2019

Trajeto migratório dos cabo-verdianos no Luxemburgo em conferência

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Para o conferencista, a língua alemã é uma das barreiras que dificulta a integração dos cabo-verdianos e lusófonos, em geral, no Luxemburgo.

O trajeto migratório da comunidade cabo-verdiana no Luxemburgo é hoje tema de uma conferência, a ter lugar na sede da secção Linguística, Etnológica e Onomástica do Instituto Grão-Ducal, em Strassen.

Os primeiros cabo-verdianos chegaram ao Luxemburgo na década de 60, ainda antes da independência e diluídos na comunidade portuguesa.

Foto: Henrique de Burgo

Quase 60 anos depois, esta é a primeira conferência sobre os cabo-verdianos organizada por este instituto académico fundado em 1868, que tem por missão o estudo e a promoção das ciências, das letras e das artes.

A forte migração cabo-verdiana e as interações sociolinguísticas no Grão-Ducado estarão na base desta conferência, como explicou à Rádio Latina Alexandre Ecker, da organização.

Bernardino Tavares, o primeiro Doutorado cabo-verdiano pela Universidade do Luxemburgo e especialista em questões de migração é o orador convidado.

Bernardino Tavares é o conferencista convidado.
Bernardino Tavares é o conferencista convidado.
Foto: Gerry Huberty

Em declarações à Rádio Latina o académico, refere que a comunidade tem ainda muitos desafios a ultrapassar.

A questão da exigência do trilinguismo do país é um exemplo. Neste contexto, para Bernardino Tavares, o alemão é uma língua que acaba por dificultar a integração dos cabo-verdianos e lusófonos, em geral.

Além dos desafios da comunidade, a conferência vai abordar traços da presença luxemburguesa em Cabo Verde, espaços cabo-verdianos no Luxemburgo e três casos de estudo: um imigrante que ainda trabalha no Luxemburgo, outro que foi expulso para Cabo Verde e um terceiro, na idade da reforma, que vive entre os dois países.

A conferência, com entrada livre e em língua inglesa, tem lugar esta tarde, na secção Linguística, Etnológica e Onomástica do Instituto Grão-Ducal, em Strassen, a partir das 18h45, na rue du Kiem, n° 163, em Strassen.



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