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Trabalho de equipa

Trabalho de equipa

Foto: Ben Majerus
Editorial Luxemburgo 2 min. 05.09.2018

Trabalho de equipa

Paulo Jorge PEREIRA
Paulo Jorge PEREIRA
A histórica qualificação do F91 Dudelange para a fase de grupos da Liga Europa não tem a ver apenas com este momento. Resulta de um trabalho de equipa que exige tempo, liberdade e responsabilidade de cada elemento.

O F91 Dudelange acaba de concretizar a proeza histórica de ser a primeira equipa luxemburguesa a entrar na fase de grupos de uma competição da UEFA, neste caso a Liga Europa. A dimensão do feito tem sido devidamente seguida e elogiada pela generalidade da imprensa e o Contacto procurou informações que mostrem como se trabalhou até aqui chegar, num trabalho do jornalista Álvaro Cruz.

Da reportagem sobressaem não apenas alguns nomes próprios que ganharam relevo neste contexto, mas, acima de tudo, a ideia fundamental de que a memorável qualificação para a fase de grupos da Liga Europa não tem só a ver com este momento. Acima de tudo, resulta de um trabalho de equipa que exige tempo, liberdade e responsabilidade de cada elemento. E nisto o futebol luxemburguês funciona como qualquer outro ou mesmo como uma empresa em que todos se movimentam na direção projetada. Um trabalho que não se restringe apenas à equipa principal, mas envolve todos os escalões de formação do clube. Nem todos vão chegar à primeira equipa, talvez muitos fiquem pelo caminho, mas, conforme Carlos Queiroz mostrou há muito tempo nas jovens seleções portuguesas, a formação é um dos principais argumentos para se construir um percurso vitorioso.

Para tudo isto é preciso investimento e também neste âmbito o F91 Dudelange pode ser um exemplo de aposta em quase duas dezenas de anos. A diferença estará apenas nos meios à disposição em função da realidade do próprio país – os melhores clubes luxemburgueses estarão sempre a anos-luz de exemplos como o inglês, o espanhol, o alemão, o italiano ou o francês. Mas isso não deve impedi-los de definir objetivos e bater-se pela sua concretização.

Numa campanha a recordar para sempre pela onda de sucesso que, a caminho do apuramento, englobou triunfos sobre equipas de países com mais recursos e muito maior tradição futebolística – na Polónia sobre o Legia Varsóvia e na Roménia perante o Cluj – , o F91 Dudelange comprova como compensa o trabalho de equipa. Conseguida a entrada nesta prova, entre as próximas metas devem estar não só uma participação positiva, mas também a ambição de chegar à Liga dos Campeões.

Ninguém ganha ou perde sempre, mas o trabalho diário e a confiança que nele são depositados podem transformar os derrotados de ontem nos vencedores de hoje e amanhã. Se não existissem muitos outros exemplos, aqui estaria o caso dos campeões luxemburgueses para o demonstrar.

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