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Trabalhadores pobres: Caritas quer Governo mais atento

Trabalhadores pobres: Caritas quer Governo mais atento

Foto: Marc Wilwert
Luxemburgo 10.01.2019

Trabalhadores pobres: Caritas quer Governo mais atento

Susy TEIXEIRA MARTINS
Cerca de 14% da população do Luxemburgo vive em situação precária apesar de ter um posto de trabalho. São os chamados “working poors” (trabalhadores pobres).

O presidente da Caritas do Luxemburgo, Charel Schmit, aponta o exemplo dos 30 trabalhadores que frequentam atualmente o centro de acolhimento dos sem-abrigo, no Findel. Trabalham durante o dia e regressam à noite ao centro para dormir.

Charel Schmit sublinha que não há qualquer estudo que permita avaliar, em pormenor, a situação destes trabalhadores pobres. Mas, na realidade, há cada vez mais pessoas que recorrem a esta estrutura social durante o Inverno, apesar de terem um emprego.

Daí o apelo da Caritas ao Governo, para que analise a situação.

O centro de acolhimento temporário está aberto, geralmente, entre 1 de dezembro e 31 de março, quando faz mais frio.

Segundo o presidente da Caritas, na maioria dos casos os trabalhadores pobres não integram o mercado de trabalho convencional. Isso leva-os a pedir ajuda, no resto do ano, a outras estruturas sociais.

Alguns até dormem em carros ou em parque de campismo, na expetativa de ingressar no mercado de trabalho e melhorar a sua situação.

Charel Schmit, presidente da Caritas, a alertar para a situação dos trabalhadores pobres do Luxemburgo, que dormem no centro de acolhimento no Findel.