Escolha as suas informações

Trabalhadores da hotelaria e restauração foram os mais afetados pelo confinamento
Luxemburgo 2 min. 17.07.2020 Do nosso arquivo online

Trabalhadores da hotelaria e restauração foram os mais afetados pelo confinamento

Trabalhadores da hotelaria e restauração foram os mais afetados pelo confinamento

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 17.07.2020 Do nosso arquivo online

Trabalhadores da hotelaria e restauração foram os mais afetados pelo confinamento

Ainda que 82% dos trabalhadores do Grão-Ducado não tenham observado nenhuma redução do rendimento mensal, os setores que trabalham diretamente no atendimento ao público e que foram obrigados a fechar as portas ou a paralisar a atividade são excepção à regra.

As pessoas que trabalham no setor da hotelaria e restauração foram as que perderam mais rendimentos durante os cerca de três meses de confinamento, de acordo com os dados divulgados pelo Statec esta sexta-feira. 

Ainda que 82% dos trabalhadores do Grão-Ducado não tenham observado nenhuma redução do rendimento mensal, os setores que trabalham diretamente no atendimento ao público e que foram obrigados a fechar as portas ou a paralisar a atividade são excepção à regra. 

Os números do instituto de estatística luxemburguês mostram que no chamado setor Horeca 56% dos assalariados tiveram uma perda de rendimento durante a crise sanitária. Seguem-se os trabalhadores do comércio (43%), da indústria com (42%) e da construção (39%).  Na perspetiva dos analistas, o fenómeno explica-se em grande medida pela redução involuntária das horas de trabalho, da perda do emprego ou mesmo da cessação involuntária da actividade. 

Dos 18 aos 24 anos, as mulheres mais jovens são as que pagam um preço mais elevado pela pandemia. "No início, a pandemia era uma crise de saúde que afectava principalmente as pessoas idosas. Hoje, é também uma grande crise social, acentuando todas as desigualdades de classes sociais, género e gerações", vinca o Statec.

Relacionada ainda com a educação, a quebra de rendimentos também se mede com as qualificações. Assim, quem conclui o 12º ano é duas vezes mais susceptível do que quem termina os estudos universitários. 

Menos saídas, menos despesas 

Durante o período de confinamento, aproximadamente 58% dos residentes no Luxemburgo gastaram menos, contra apenas 16%. Aqui, 26% dos inquiridos assumem não ter sentido qualquer alteração. Neste sentido, apenas uma em cada cinco pessoas cujos rendimentos diminuíram registou um aumento de despesa. 

No geral, o confinamento resultou numa diminuição do consumo, pelo que 39% dos agregados familiares se encontravam com mais rendimento disponível do que antes da crise sanitária.

Alojamento também importa

O tipo de habitação e a presença ou ausência de um espaço exterior como um jardim ou um terraço tiveram também um impacto no bem-estar dos residentes durante a contenção. Entre os inquiridos, 62% vivem numa casa isolada e 38% vivem num apartamento. Apenas 10% dos inquiridos vivem numa habitação sem qualquer espaço exterior. 

Na perspetiva do Statec, as diferentes regiões do país têm também diferentes níveis de conforto. Na cidade do Luxemburgo apenas 30% das pessoas confinadas vivem numa casa, enquanto que esta proporção é de 80% dos inquiridos na região norte e de 72% na região leste. 

Neste sentido, o Statec conclui que "no início, a pandemia era uma crise de saúde que afectava principalmente as pessoas idosas. Hoje, é também uma grande crise social, acentuando todas as desigualdades de classes sociais, género e gerações". 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Os últimos indicadores revelam que, ao contrário do que se estimava, o número de portugueses no Luxemburgo continua a aumentar. A crise da pandemia reforçou a desigualdade no acesso à saúde.
Guillaume Osier, chefe da Unidade das Condições de Vida do Statec.
Um quarto das famílias tem dificuldades em terminar o mês em terreno positivo. Apesar da taxa de pobreza estar a disparar no país, os mais ricos chegam a ter um rendimento quase 21 vezes superior ao dos mais desfavorecidos. Famílias monoparentais, jovens e emigrantes ocupam a linha da frente das maiores dificuldades.