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Trabalhador que caiu de um andaime na Gare será português
Luxemburgo 2 min. 28.11.2019

Trabalhador que caiu de um andaime na Gare será português

Trabalhador que caiu de um andaime na Gare será português

Foto: Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 28.11.2019

Trabalhador que caiu de um andaime na Gare será português

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
O homem que caiu de uma altura de 2,5 metros e que está entre a vida e a morte será português. Nem as autoridades, nem a Inspeção do Trabalho confirmam.

O Contacto sabe que o homem que caiu, esta quarta-feira de manhã, de um andaime no bairro da Gare será português. 

Nem as autoridades, nem a Inspeção Geral de Trabalho confirmam a nacionalidade do trabalhador que está com prognóstico reservado no hospital, depois de ter caído de uma altura de 2,5 metros. A empresa responsável pela obra também não foi identificada. 

A polícia diz que "por se tratar de um caso de vida ou morte" nada pode acrescentar ao comunicado que enviou às redações esta manhã. 

No mesmo sentido, a autoridade responsável pela averiguação das condições de trabalho no Luxemburgo, que visitou a obra logo depois da queda, diz que "há uma investigação a decorrer" e que todas as informações sobre o caso estão, por agora, "em sigilo".

Certo é que a polícia de investigação criminal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da queda que, tanto pode ter acontecido pelo incumprimento das normas de segurança da obra como por acidente. 

Sem respostas

Já em 2016, outro trabalhador português morreu quando uma placa de betão desabou e atravessou vários andares na obras do centro comercial Auchan, em Gasperich. 

Dois anos depois, a tragédia que o ministro do Trabalho disse que "podia ter sido evitado se tivessem sido seguidas todas as normas de segurança", continuava por explicar. 

O relatório anual da Associação de Seguros para Acidentes chamou a atenção para o "inquietante" número de acidentes e mortes em contexto de trabalho que se sucederam em 2018. 

Só no ano passado morreram 23 operários da construção. O número de acidentes em contexto laboral disparou de 19.517, em 2017, para 20.241, em 2018.

Os números deste ano ainda não foram revelados. Em fevereiro, um homem de 42 anos que vivia no sul do país, morreu depois de uma queda de uma altura de três metros em Steinsel. Num espaço de quatro dias, em setembro, outros dois operários sofreram ferimentos graves. Um deles, um jovem de 19 anos, caiu numa obra em Cents, e acabou por não resistir. 

Entre os setores de maior risco a construção continua a liderar. Seguem-se as atividades agrícolas, a produção alimentar, a saúde e a limpeza.  

 



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