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Testes PCR vão passar a ser pagos e os rápidos podem desaparecer
Luxemburgo 2 min. 01.09.2021
Covid-19

Testes PCR vão passar a ser pagos e os rápidos podem desaparecer

Covid-19

Testes PCR vão passar a ser pagos e os rápidos podem desaparecer

Photo : Guy Jallay
Luxemburgo 2 min. 01.09.2021
Covid-19

Testes PCR vão passar a ser pagos e os rápidos podem desaparecer

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Num forte apelo à vacinação e com as infeções a crescer, o primeiro-ministro, Xavier Bettel, anuncia que a partir de 15 de setembro os testes vão passar a ser pagos.

"Não podemos permitir que uma minoria faça pagar à maioria que está vacinada para se testar", disse Xavier Bettel, primeiro-ministro, em conferência de imprensa realçando que essa minoria são as pessoas que não se querem vacinar.


Os perigos da variante Delta, o início do ano letivo e a terceira dose
Na última semana, as infeções aumentaram 50% no país, provocadas quase na totalidade pela mutação mais perigosa do vírus. O regresso após as férias está marcado pela ameaça de uma nova vaga da covid. Conheça as novas possíveis medidas e as explicações sobre os riscos da variante Delta.

Assim, a partir de 15 de setembro os testes de rastreio irão ser pagos. Porque existe o CovidCheck  e a maioria das pessoas está já vacinada. 

"A partir de outubro os testes rápidos podem desaparecer", avisa Bettel sublinhando que a partir de setembro ainda podem ser feitos para quem não se quer vacinar.  "Peço às pessoas que se vacinem, é mais fácil do que nunca vacinarem-se, é o melhor caminho de vencer a pandemia".

Mas atenção. Para quem não pode receber a vacina e para os menores de 12 anos, o governo está a estudar uma forma de os testes PCR continuarem gratuitos. "Não podemos obrigar estas pessoas a pagar os testes pois elas não podem receber a vacina", precisou Bettel.

Porque é que as pessoas não se querem vacinar? Esta é a questão que está a ser estudada, pois nem Bettel, nem a ministra da Saúde compreendem porquê.

O primeiro-ministro lembra que há pessoas que não podem ser vacinadas devido a certas doenças e também as crianças com menos de 12 anos não podem ser vacinadas. São grupos de risco a quem os não vacinados podem contagiar.


Desigualdade inaceitável na distribuição de vacinas
A Organização Mundial de Saúde alerta para “uma crise na distribuição das vacinas” que tem que ser resolvida com urgência. Num mundo globalizado, caso não haja uma distribuição mais igualitária de vacinas por todo o planeta, dificilmente se alcançará a tão desejada “imunidade de grupo” que poderá acabar com a pandemia da covid-19. Mas há uma crise humanitária que está a preocupar o mundo. A saída atabalhoada dos EUA do Afeganistão deixou o país num descalabro prestes a transformar-se numa catástrofe humanitária. Ontem, as últimas forças norte-americanas saíram do território, dando assim por terminada a sua guerra mais longa. Mas afinal para que é que serviram os vinte anos em que lá estiveram e os 2,3 mil milhões de dólares que lá gastaram, durante vinte anos?

"Tem de proteger-se a si e a quem ama" por isso "vacine-se", pediu Bettel realçando que quem tiver dúvidas deve recorrer ao médico de família para as desfazer. Há vários locais onde as pessoas se podem vacinar, de forma fácil como o autocarro de vacinação móvel, os médicos de família, vinca o primeiro-ministro.  

No Luxemburgo as infeções estão a aumentar, mas as hospitalizações estão estáveis. Mesmo assim Paulette Lenert alerta para a possibilidade de uma quarta vaga, embora não se saiba como ela se irá comportar. Porque a variante delta, a mais perigosa e a circular no país é mais contagiosa e pode causar doenças graves a quem não está vacinado, porque não quer e não pode ser vacinado.  

74% da população recebeu pelo menos uma dose da vacina e 70% tem esquema vacinal completa, mas Bettel considera que a taxa de vacinação não é suficiente. Se essa percentagem não aumentar, o primeiro-ministro admite alargar a imposição do CovidCheck a mais espaços, a partir de 18 de outubro.  

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