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Teoria geral das cores
Luxemburgo 2 min. 02.01.2020 Do nosso arquivo online

Teoria geral das cores

Teoria geral das cores

Foto: Anouk Antony
Luxemburgo 2 min. 02.01.2020 Do nosso arquivo online

Teoria geral das cores

Ricardo J. Rodrigues
Ricardo J. Rodrigues
Os votos de Eberhard Wolf para o próximo ano não podiam ser mais claros: “Espero que o jornal português do Luxemburgo se torne no melhor semanário da Europa. Há um desenho novo, há uma equipa criativa, e estou certo de que vamos trazer para este país um novo conceito de jornal moderno, arejado.”

Na redação do Contacto, Eberhard Wolf é conhecido como “o guru”. O diretor de arte do grupo Saint-Paul não só comanda a equipa de paginadores como tem por missão definir a linha gráfica das várias publicações. E a verdade é que, desde que assumiu o posto no início de 2015, não lhe têm faltado desafios. Em 2018 criou a revista do inglês ‘The Luxembourg Times’, em 2019 mudou o grafismo do Luxemburger Wort e em 2020 vai lançar um novo modelo para o Contacto, que comemora 50 anos de existência.

Os seus votos para o próximo ano não podiam ser mais claros: “Espero que o jornal português do Luxemburgo se torne no melhor semanário da Europa. Há um desenho novo, há uma equipa criativa, e estou certo de que vamos trazer para este país um novo conceito de jornal moderno, arejado.”

Os portugueses são diferentes, um pouco mais recatados, mas de sangue quente. Se há cor que vos define é o bordeaux, a cor de vinho.

O facto de ser uma publicação lusófona ajuda a explicar a ambição. “O Wort é mais conservador. Se olharmos para uma grelha cromática eu diria que era um jornal em tons azuis. As publicações do Sul da Europa são mais avermelhadas. Se olhares para um jornal espanhol, ele tem qualquer coisa de laranja forte. Os portugueses são diferentes, um pouco mais recatados, mas de sangue quente. Se há cor que vos define é o bordeaux, a cor de vinho.”

Wolf nasceu em Colónia numa família de arquitetos e músicos, a criatividade sempre foi estímulo de casa. Quando tinha 15 anos viu uma exposição do designer gráfico Willi Flechhaus que o marcou profundamente. “Aí eu percebi: caramba, é isto que eu quero mesmo fazer.”

E fez. Tirou um curso de comunicação visual e fez a sua tese sobre o grafismo do jornal alemão Frankfurter Allgemeine, para onde acabaria a ser convidado para trabalhar. A meio da década de 1980 transferiu-se como diretor de arte para a revista Bunte, de atualidade, uma das maiores do país. Nos anos seguintes trabalharia como freelance para o Der Spiegel e a revista de arte Pan, até que em 1991 recebeu um convite irrecusável.

Foto: Anouk Antony

“A revista norte-americana Esquire queria abrir uma versão na Alemanha e eu tornei-me no seu diretor de arte. Foi incrível, porque percebemos cedo que o modelo americano não funcionava num país do centro da Europa e tínhamos de criar algo completamente diferente.” Percebeu por essa altura que uma publicação é uma ideia, uma visão, que ele resume na tal grelha cromática. “Foram momentos muito criativos. Um dia ligámos ao estilista Karl Lagerfeld, demos-lhe uma máquina Lomo, e pedimos-lhe que fotografasse o ínicio e o fim do seu dia. Deu coisas espetaculares.”

Wolf ainda passou quinze anos a dirigir o Süddeutsche Zeitung, depois tornou-se consultor e professor universitário, até que há meia década o desafiaram para o Grupo Saint-Paul e ele aceitou. “Precisamos de nos reinventar sempre. E é precisamente isso que vamos fazer com o Contacto em 2020.”


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