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Técnicos luxemburgueses regressam de Moçambique, mas missão continua no terreno
Luxemburgo 29.03.2019

Técnicos luxemburgueses regressam de Moçambique, mas missão continua no terreno

Técnicos luxemburgueses regressam de Moçambique, mas missão continua no terreno

Foto: Facebook emergency.lu
Luxemburgo 29.03.2019

Técnicos luxemburgueses regressam de Moçambique, mas missão continua no terreno

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Dois técnicos vão ser recebidos amanhã no aeroporto do Findel pela ministra do Interior, Taina Bofferding. Um outro especialista em comunicações parte este fim de semana para Moçambique.

Os técnicos luxemburgueses, especialistas em telecomunicações, regressam amanhã ao Grão-Ducado, provenientes de Moçambique, depois de terem cumprido a sua missão de apoio humanitário, na sequência da passagem do ciclone Idai. Os dois homens serão recebidos pela ministra do Interior, Taina Bofferding, no aeroporto do Findel.


Cidade da Beira.
Moçambicanos no Luxemburgo mobilizam-se para ajudar região da Beira
Oficialmente há cerca de 30 moçambicanos no Luxemburgo, mas poderá haver mais com passaporte português, por exemplo.

A Rádio Latina falou ao telefone com o chefe de missão, Bram Krieps, um dos primeiros a chegar a Moçambique, dois dias depois do alerta. O Luxemburgo foi um dos primeiros países a chegar à cidade da Beira, no dia 17, uma das mais afetadas pelo Idai, com estes dois especialistas e dois sistemas de comunicação por satélite, numa parceria entre o Corpo Grão-Ducal de Incêndio e Segurança (CGDIS) e o Ministério dos Negócios Estrangeiros. 

Quando os dois chegaram à cidade da Beira, há duas semanas, não havia luz e internet, relatou. Bram Krieps contou que o trabalho começou logo à chegada, no aeroporto.


Do contacto com as pessoas nas ruas e aldeias da Beira diz que impera o medo das epidemias, como a cólera. Cinco casos de cólera na Beira já foram confirmados pelas autoridades. A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai promover uma campanha de vacinação contra a doença no centro de país, onde já foram detetados cerca de 2.500 casos de diarreias. Os casos podem não ter uma relação direta com a destruição provocada pelo ciclone Idai, mas o fenómeno poderá agravar as condições sanitárias que propiciem a propagação da doença. Comida, tendas são outras das prioridades para a população.

A missão luxemburguesa vai, no entanto, continuar em Moçambique. Ao mesmo tempo que os dois técnicos regressam, um outro parte esta sexta-feira para a cidade da Beira.

Além deste destacamento, há ainda dois outros técnicos luxemburgueses envolvidos numa missão internacional, também em Moçambique. Hoje, soube-se também que um milionário sul-africano doou de mais de um milhão de dólares para apoio às vítimas do ciclone. 

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