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Teatros e salas de espetáculos podem reabrir já na sexta-feira
Luxemburgo 2 min. 27.05.2020

Teatros e salas de espetáculos podem reabrir já na sexta-feira

Teatros e salas de espetáculos podem reabrir já na sexta-feira

Chris Karaba/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 27.05.2020

Teatros e salas de espetáculos podem reabrir já na sexta-feira

Com máscaras obrigatórias nos corredores e opcionais nos assentos, grande parte das atividades culturais podem ser retomadas já a 29 de junho.

Ao fim de praticamente dois meses, os teatros e as salas de concertos têm ordem para abrir as portas já nesta sexta-feira. A notícia foi confirmada pela ministra da Cultura, Sam Tanson.

Em conferência de imprensa, a governante apelou à criatividade dos produtores culturais. A ideia é reavivar os espaços, respeitando as recomendações e medidas de segurança adoptadas para conter a propagação do novo coronavírus. 

Na nova normalidade, as máscaras são obrigatórias nos corredores e opcionais nos assentos. Embora o governo não tenha estabelecido lotação máxima nos auditórios, teatros e salas de espetáculos vão ter de assegurar uma distância mínima de dois metros entre cada espectador. 

Numa opção inédita, as restrições também sobem ao palco. Ainda não há número concretos, mas a ideia passa por limitar o número de atores ou músicos que se apresentam para evitar aglomerados durante os espetáculos. 

Plano de recuperação do setor  

Com mais de mil concertos e espetáculos cancelados ou adiados, o setor que representa 5,3% dos postos de trabalho no Grão-Ducado vai, entretanto, receber um balão de oxigénio do governo. O estímulo vai ser entregue a 86 organizações, entre centros culturais, museus, teatros e outros espaços que comprovem que as perdas tenham sido causadas pelas medidas e recomendações do Governo em matéria de saúde. 

"Estamos a passar por um período difícil, com consequências a longo prazo", admite Sam Tanson. "O impacto financeiro é também muito importante e as infra-estruturas culturais estão a perder 15 a 30% das suas receitas provenientes da venda de bilhetes e da restauração. Esta perda pode comprometer o rendimento dos artistas independentes e dos artistas intermitentes. Assim, o Ministério da Cultura interveio desde o início para apoiar o sector, em primeiro lugar através da concessão de subsídios a projectos que podem ser realizados em tempos de crise e, em segundo lugar, através da alteração da lei sobre medidas sociais para trabalhadores temporários do espectáculo e artistas profissionais, a fim de melhor apoiar os criativos em tempos de crise".

No total o governo prepara-se para disponibilizar uma verba superior a 4 milhões de euros. Cerca de 100 mil são destinados única e exclusivamente para o Teatro e outros 50 mil para a Música. 

O objectivo das medidas é "atenuar os efeitos da crise" e "evitar a insegurança excessiva dos trabalhadores culturais".

 

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