Taxa de abandono escolar aumenta e de licenciados diminui
Taxa de abandono escolar aumenta e de licenciados diminui
No entanto, quando comparados os números de 2017 com os do ano precedente, o cenário no Grão-Ducado é negativo. A taxa de abandono escolar em jovens entre os 18 e os 24 anos, com pelo menos o primeiro ciclo do secundário completo, aumentou 1,8 pontos percentuais. Em 2017 a taxa era de 7,3%, contra 5,5% de 2016.
Ainda por cá e dentro desta faixa etária, há mais rapazes (9,8%) a abandonar os estudos do que raparigas (4,6%).
Na UE a 28, o Luxemburgo é o nono país com a menor taxa de abandono escolar precoce, numa lista liderada pela Croácia, com 3,1%, a mais baixa taxa. No extremo oposto, Malta (18,6%), Espanha (18,3%) e Roménia (18,1%) são os países com os piores resultados. Não muito longe, Portugal é o sexto país a contar do fim, com uma taxa de abandono de 12,6%.
A média da UE era, no ano passado, de 10,6% e para 2020 o objetivo é descer aos 10%. Para já, o Luxemburgo (7,3%) ultrapassou claramente e antecipadamente o seu objetivo nacional (também de 10%) estipulado para daqui a dois anos, enquanto Portugal (12,6%) terá ainda de fazer esforços suplementares para baixar até à meta nacional dos 10%.
Lusófonos entre os mais afetados
O relatório não refere as nacionalidades mais afetadas por este fenómeno escolar no Luxemburgo, mas, de acordo com dados publicados em 2017 pela Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância, “portugueses, cabo-verdianos e italianos” estão no topo da lista. Esta conclusão é também corroborada por estudos recentes do Ministério da Educação e do Luxembourg Institute of Socio-Economic Research (LISER).
Luxemburgo longe da meta em licenciaturas
Apesar de a meta da redução do abandono escolar ter sido alcançada há alguns anos (ver tabela ao lado com números do Eurostat), muito falta ainda para alcançar o segundo objetivo do programa “Europa 2020” em matéria de educação – aumento do número de licenciados. Quanto às pessoas com idade entre os 30 e os 34 anos com diploma universitário (apenas esta faixa etária é abordada no estudo), o Luxemburgo registava em 2017 uma taxa de 52,7%. Este valor é o quarto mais elevado da UE, mas ainda está longe do objetivo nacional pretendido para 2020: 66%. De acordo com o gabinete de estatísticas europeu, 55,5% das mulheres no Luxemburgo, entre os 30 e os 34 anos, tinham um diploma, contra 49,8% de homens da mesma idade. Comparando os valores totais do ano passado (52,7%) com 2016 (54,6%), houve uma diminuição de 1,9 pontos percentuais.
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