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Tabu. Luxemburgo lança campanha nacional "contra a depressão"
Luxemburgo 15.01.2020 Do nosso arquivo online

Tabu. Luxemburgo lança campanha nacional "contra a depressão"

Tabu. Luxemburgo lança campanha nacional "contra a depressão"

Anouk Antony
Luxemburgo 15.01.2020 Do nosso arquivo online

Tabu. Luxemburgo lança campanha nacional "contra a depressão"

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
"E se falasse com um psiquiatra?". A pergunta dá o mote à campanha do Centro Nacional de Prevenção de Doenças Mentais. Um quarto da população sofre de doenças mentais. A maioria nunca consultou um médico. A ordem é vencer o estigma.

Depois do cancro e das doenças cardiovasculares, as depressões, a ansiedade extrema e os ataques de pânico entram no leque das doenças e dos sintomas mais comuns do século XXI. A grande diferença é que ao contrário das doenças fisiológicas, as doenças mentais não são fáceis de detetar à primeira vista. 

Só no Luxemburgo, estima-se que uma em quatro pessoas sofra com distúrbios mentais "As psicoses representam pelo menos 1% da população, num universo em que os problemas de saúde mental são muito frequentes e diversos", explica a especialista do serviço de informação e prevenção da Liga do Luxemburgo, Barbara Bucki.

Anouk Antony

Estado não comparticipa as terapêuticas

Estigmatizadas, as depressões continuam a ser uma das patologias mais graves na medida em que o assunto continua a ser um tabu. No Grão-Ducado a ideia é apostar na prevenção e na divulgação das terapêuticas que, de resto, não são comparticipadas pelos cofres do Estado, a menos que o paciente disponha de um seguro de saúde. 

O assunto esteve na ordem do debate do Centro Nacional de Prevenção das Doenças Mentais, associado ao ministério da Saúde. Os participantes sublinharam que "nunca é tarde demais para conseguir ajuda" e propõe um alargamento da comparticipação às consultas com psicólogos. Sem isso, vincam, o combate ao silêncio promovido pela campanha "E se falasse com um psiquiatra?" pode revelar-se um verdadeiro fracasso.

Estatísticas "preocupantes"

Para Barbara Bucki "as doenças mentais devem ser levadas tão a sério como as doenças fisiológicas". Numa análise mais detalhada, uma mulher em cada quatro sofreria de depressão pelo menos uma vez na sua vida, contra um homem em cada oito. Facto é que, por cá, quatro em cada cinco pessoas levam muito tempo a procurar ajuda. 

Os dados apresentados durante o lançamento da campanha nacional de prevenção são "chocantes". Só em 2017, 66 pessoas com sintomas depressivos abdicaram da própria vida no Luxemburgo. A Organização Mundial da Saúde estima que 260 milhões de pessoas em todo o mundo enfrentam distúrbios mentais.



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