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Táxis. Aplicações no Luxemburgo não praticam "preços exagerados"
Luxemburgo 28.06.2022
Transportes

Táxis. Aplicações no Luxemburgo não praticam "preços exagerados"

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Táxis. Aplicações no Luxemburgo não praticam "preços exagerados"

Foto: Pierre Matgé
Luxemburgo 28.06.2022
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Táxis. Aplicações no Luxemburgo não praticam "preços exagerados"

Diana ALVES
Diana ALVES
Segundo o presidente da Federação dos Táxis, um trajeto de 10 quilómetros custa cerca de 25 euros nas aplicações, ao passo que num táxi numa praça o preço dispara para os 60.

“É interessante, mas precisamos de mais detalhes”. É assim que a Federação dos Táxis reage à ideia do ministro da Mobilidade sobre a criação de uma plataforma semelhante à Uber, gerida pelo Estado. 


Ainda bem que não há Uber no Luxemburgo
No Luxemburgo não há Uber, nem Bolt, nem Taxify. Há WebTaxi, a melhor versão que temos de um serviço barato.

Escutado pela Rádio Latina, o presidente do organismo, Paulo Leitão, quis no entanto lembrar que já existem no mercado nacional várias empresas de táxi com aplicações móveis e preços estipulados antes da viagem. Além dessas, há as que, embora sem aplicação, também funcionam com preço fixo, comunicado ao cliente quando este chama o táxi por telefone.

O presidente da federação sabe que as tarifas não são as da Uber, mas garante que nenhuma das aplicações luxemburguesas pratica os “preços exagerados” de que tanto se fala.

Segundo Paulo Leitão, um trajeto de 10 quilómetros custa cerca de 25 euros nas aplicações, ao passo que num táxi numa praça o preço dispara para os 60.

Recorde-se que, numa entrevista à RTL, na semana passada, o ministro da Mobilidade, François Bausch, deu conta da abertura do Governo para criar uma plataforma semelhante à Uber, gerida pelo Estado.


O Governo está atualmente a estudar o desenvolvimento da sua própria plataforma com um conceito semelhante ao do gigante norte-americano.
Uber luxemburguês? Governo diz sim, OGBL diz não
Um serviço do tipo Uber no Luxemburgo? O Governo é a favor do conceito, mas a OGBL não concorda com a entrada no mercado de uma nova aplicação e fala em "concorrência desleal".

E se as declarações foram imediatamente mal recebidas pela central sindical OGBL, a Federação dos Táxis prefere esperar pela reunião que terá com o ministro já no próximo dia 11 de julho.

Sobre a situação atual no setor, fortemente afetado pela pandemia, o presidente da federação diz que tem havido uma retoma da atividade. No entanto, os taxistas veem-se agora confrontados com a subida dos preços dos combustíveis. Algo a ter em conta quando os combustíveis representam cerca de 15% dos custos das empresas.

  

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