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Suspenso julgamento de recurso do homicídio de Ana Lopes
Luxemburgo 2 min. 12.11.2021 Do nosso arquivo online
Justiça

Suspenso julgamento de recurso do homicídio de Ana Lopes

Cena do crime em Roussy-le-Village.
Justiça

Suspenso julgamento de recurso do homicídio de Ana Lopes

Cena do crime em Roussy-le-Village.
Foto: Alain Piron/LW-Archiv
Luxemburgo 2 min. 12.11.2021 Do nosso arquivo online
Justiça

Suspenso julgamento de recurso do homicídio de Ana Lopes

Redação
Redação
Juizes querem ouvir um especialista em ADN, depois dos advogados de Marco Silva terem constestado os vestígios biológicos encontrados num rolo de fita adesiva junto ao local do crime. Julgamento é retomado na terça-feira.

O julgamento de recurso do homicídio de Ana Lopes foi interrompido esta sexta-feira e só deverá ser retomado na próxima terça-feira. No passado mês de janeiro, o português Marco Silva foi condenado, em primeira instância, à pena máxima pelo homicídio premeditado da ex-namorada, também de nacionalidade portuguesa.

Os juízes consideraram o jovem de 33 anos culpado de raptar a ex-companheira e mãe do filho de ambos na noite de 16 de janeiro de 2017.  Na altura com 25 anos, Ana Lopes tinha sido dada como desaparecida a 15 de janeiro, em Bonnevoie, na cidade do Luxemburgo. Dois dias depois do alerta de desaparecimento, o carro da portuguesa foi localizado em território francês, em Roussy-le-Village, perto da fronteira com o Grão-Ducado, completamente carbonizado. Mais tarde, a autópsia confirmaria que o corpo encontrado na viatura era o de Ana Lopes.  


Imagem de arquivo.
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Português foi condenado a prisão perpétua em janeiro deste ano pelo assassínio da ex-namorada e mãe do seu filho, mas desde o início do processo que tem negado a autoria do crime.

Os advogados de defesa de Marco Silva exigem a absolvição do seu cliente num julgamento de recurso que teve início na passada terça-feira. Era esperado que o representante do Ministério Público fizesse uma declaração, o que não aconteceu, uma vez que os juizes querem ouvir, antes, um especialista em ADN, avança o Luxemburger Wort. 

Vestígios de ADN na fita adesiva

Esse testemunho é importante uma vez que deverá esclarecer a origem dos vestígios encontrados num rolo de fita adesiva não muito longe da cena do crime, em Roussy-le-Village. Além do ADN da vítima, foram encontrados vestígios de ADN de pelo menos dois homens. Acredita-se que pertencem a Marco Silva e a um elemento masculino.

O português foi detido seis meses após o homicídio encontrando-se preso desde essa altura. No dia em que conheceu a sentença voltou a afirmar que estava inocente - desde o início do processo que tem negado a autoria do crime - e passados poucos dias recorreu da sentença. Na terça-feira, na primeira sessão do recurso, voltou a reafirmar o mesmo. "Estou inocente", declarou, citado pelo Luxemburger Wort.

Entre as provas que levaram à condenação do português pelo crime que chocou o país, estão os vestígios de ADN encontrados pelos investigadores.


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No entanto, estes elementos foram sempre contestados pelo acusado e pelos seus advogados de defesa e, refere o Wort, voltaram a ser questionados na sessão do recurso por Marco Silva. Contudo, quando o juiz perguntou repetidamente porque é que a fita não tinha sido encontrada no carro queimado, mas sim nas imediações do local do crime, Marco Silva disse que não lhe competia dar explicações, passando depois a palavra aos seus advogados, Philippe Penning e Gennaro Pietropaolo, que exigiram a reversão da sentença e a absolvição do acusado. 


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