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Sondagem. Três em cada quatro pessoas escolheriam viver novamente no Luxemburgo
Luxemburgo 06.04.2020

Sondagem. Três em cada quatro pessoas escolheriam viver novamente no Luxemburgo

Sondagem. Três em cada quatro pessoas escolheriam viver novamente no Luxemburgo

Foto: Anouk Antony
Luxemburgo 06.04.2020

Sondagem. Três em cada quatro pessoas escolheriam viver novamente no Luxemburgo

Qualidade de vida, segurança, estabilidade e salários elevados são as principais razões da escolha do Luxemburgo como país de residência.

(hdb) - Três em cada quadro residentes escolheriam viver novamente no Luxemburgo, se fossem confrontados com essa escolha.

De acordo com a sondagem "Vivre ensemble", efetuada pela TNS Ilres e publicada hoje pela Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI, no acrónimo em francês), 74% dos residentes responderam que escolheriam viver novamente no Luxemburgo.


Associações querem tornar imigrantes visíveis na política do Luxemburgo
O oitavo congresso das associações provenientes e herdeiras da imigração reuniu no fim de semana passado. Foi aprovado um vasto caderno reivindicativo. As associações percebem as dificuldades no caminho de uma cidadania plena. Apostam na mobilização dos imigrantes nas eleições locais.

A percentagem sobe para 86% tendo em conta apenas as respostas dos estrangeiros que imigraram para o Grão-Ducado.

A alta qualidade de vida (81%), a segurança (63%), a estabilidade social e política (56%) e os salários elevados (55%) são as principais razões da escolha do Luxemburgo como país de residência.


  Outra questão com largo consenso é a convivência: 78% dos inquiridos acreditam que os luxemburgueses e os estrangeiros vivem bem juntos.  

Foto: Guy Wolff

Quanto à identidade, 71% das pessoas considera a pertença familiar como o laço identitário mais importante, enquanto 47% definem a identidade através das línguas faladas e 44% através da nacionalidade.

  A família é mais valorizada pelos estrangeiros, enquanto para os luxemburgueses a nacionalidade é mais importante.  


ASTI reivindica medidas excecionais para trabalhadores precários
Sobretudo no setor da construção civil e da horesca, há pessoas a trabalhar sem estarem declaradas, diz associação.

Os luxemburgueses e os estrangeiros também avaliam de forma diferente a importância do domínio da língua luxemburguesa para a integração: 91% dos luxemburgueses responderam que é um sinal de integração, 79% das pessoas com dupla dizem o mesmo e apenas 72% dos estrangeiros atribuem essa importância à língua luxemburguesa para a integração.

Quanto à aquisição da nacionalidade, 68% dos luxemburgueses acham a que é um sinal de integração. Sobre esta questão, os números descem para 58% entre as pessoas com dupla nacionalidade e para 48% dos estrangeiros.

As posições invertem-se quando a pergunta é o direito de voto. Aqui, 84% dos estrangeiros referem que o voto é um sinal de integração, enquanto 78% dos luxemburgueses são da mesma opinião.

Laura Zuccoli, presidente da ASTI.
Laura Zuccoli, presidente da ASTI.
Foto: Laurent Blum

Para Laura Zuccoli, presidente da ASTI, os resultados da pesquisa mostram que é necessária uma política de integração global e pró-ativa.

A sondagem "Vivre ensemble", encomendada pela ASTI ao instituto TNS Ilres, foi feita entre 23 de setembro e 22 de outubro de 2019. Foram entrevistadas 1.119 pessoas, 587 luxemburgueses, 348 estrangeiros e 184 pessoas com dupla nacionalidade.

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