Escolha as suas informações

Sondagem RTL/LW: Maioria não aceita flexibilizar condições de voto para os estrangeiros
Luxemburgo 4 min. 02.04.2015

Sondagem RTL/LW: Maioria não aceita flexibilizar condições de voto para os estrangeiros

Sondagem RTL/LW: Maioria não aceita flexibilizar condições de voto para os estrangeiros

Foto: Marc Wilwert
Luxemburgo 4 min. 02.04.2015

Sondagem RTL/LW: Maioria não aceita flexibilizar condições de voto para os estrangeiros

Os eleitores no Luxemburgo estão contra a flexibilização das condições de voto dos estrangeiros nas eleições legislativas. 65% dos inquiridos na sondagem do Politmonitor estão contra a redução do período de residência obrigatório de 10 para 5 anos.

O texto da pergunta que vai ser feita no referendo de 7 de Junho estabelece como condições para poder participar nas legislativas a residência no país há pelo menos dez anos e a participação prévia em eleições comunais ou europeias.

Perante este cenário, a sondagem da TNS realizada no mês passado perguntava aos eleitores do Luxemburgo se estariam de acordo com a eventual redução do período de residência obrigatório de 10 para 5 anos. 65% dos inquiridos dizem "não", 30% dizem "sim". A mesma pergunta, mas desta vez feita aos estrangeiros residentes no país, revela que 58% estão de acordo, contra 39% que se manifestam contra.

Se o "sim" ganhar na consulta popular apenas 35.000 estrangeiros vão poder votar nas eleições legislativas. No Luxemburgo metade da população residente não vota nas eleições para o Parlamento.

Neste contexto, o inquérito perguntava se dar o direito de voto a 35 mil eleitores é suficiente para colmatar o défice democrático do país. 49% dos luxemburgueses dizem que "não", contra 34% que dizem que "sim". Já 55% dos estrangeiros residentes no país pensam que "sim", que o voto nas legislativas pode ajudar a combater o défice democrático no país, contra 30% que não estão de acordo.

61% dos estrangeiros no Luxemburgo consideram que o voto dos estrangeiros em eleições legislativas é um "avanço real" na vida política do país. Ao contrário, 62% dos luxemburgueses dizem que o direito de voto dos estrangeiros não é um "avanço real", mas apenas um passo "simbólico".


A IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA NA INTEGRAÇÃO

A sondagem realizada também pretendia saber a opinião dos residentes sobre a importância do domínio do luxemburguês na integração dos estrangeiros no país. 56% dos luxemburgueses dizem que é preciso falar a língua nacional do país para se estar integrado, contra 43% que pensam o contrário. Já uma grande maioria dos residentes estrangeiros dizem que se pode estar integrado no país sem se falar luxemburguês (69 contra 30%).

Sobre o impacto e a influência dos estrangeiros na vida do país, 66% dos luxemburgueses dizem que é positiva, contra 27% que dizem que a presença dos estrangeiros no país é negativa. Sem surpresa, 91% dos estrangeiros que vivem no Luxemburgo consideram que sua presença no país é positiva.

A sondagem da TNS  feita para a RTL e para o Wort também queria saber, em relação ao domínio do luxemburguês, qual o nível exigido para se obter a nacionalidade luxemburguesa. 49% dos luxemburgueses dizem que é preciso falar a língua nacional "correntemente" e 37% dizem que basta dominar "um pouco" o luxemburguês.

MAIORIA DAS PROPOSTAS DO CSV CHUMBADAS

O referendo do próximo dia 7 de Junho é uma iniciativa dos partidos que sustentam a coligação governamental - DP, LSAP e Déi Gréng. O CSV  já disse que vai votar "três vezes não" no referendo de 7 de Junho. Os cristãos-sociais defendem que o voto dos estrangeiros nas eleições legislativas se deve fazer por via da obtenção da nacionalidade luxemburguesa. Ou seja: quem quiser votar tem de obter a nacionalidade luxemburguesa.

O CSV está disposto a rever as condições de atribuição da nacionalidade: reduzir o período de residência dos actuais 7 para 5 anos, diminuir a exigências dos testes de língua e dispensar do exame linguístico as pessoas que vivam há mais de 20 anos no Luxemburgo.

A maioria dos inquiridos na sondagem do LW e da RTL rejeita a maior parte das propostas do CSV.

Sobre a diminuição dos anos de residência - de 7 para 5 - 54% dos luxemburgueses não estão de acordo, contra 43% que vêem com bons olhos a proposta do CSV.

Quanto à diminuição do grau de exigência dos testes de língua luxemburguesa, 57% não estão de acordo, contra 35% a favor.

Finalmente, sobre a possibilidade de dispensa do teste de língua para as pessoas que vivam há mais de 20 anos no Luxemburgo, os inquiridos na sondagem também não têm dúvidas: 66% estão contra esta proposta, e apenas 31 dizem "sim" à ideia do CSV.

O CSV propõe ainda a atribuição da nacionalidade luxemburguesa, aos 18 anos de idade, às crianças que nasçam em território luxemburguês. No Politmonitor de Março, 72% dos entrevistados estão de acordo, 26% estão contra.

A sondagem Politmonitor foi realizada para o Luxemburger Wort e a RTL pelo instituto TNS Ilres, entre 19  e 30 de Março. O instituto de sondagens questionou uma amostra de 1.179 pessoas com mais de 18 anos, 841 são eleitores, através da internet e telefone.

DM




Notícias relacionadas

Sondagem Politmonitor sobre o referendo: "Não" ao voto dos estrangeiros ganha terreno
A dois meses do referendo, o "não" à atribuição do direito de voto aos estrangeiros nas eleições legislativas ganha terreno na sociedade luxemburguesa. De acordo com uma sondagem divulgada esta quarta-feira, 48% dos luxemburgueses estão contra a participação dos estrangeiros nas eleições legislativas, contra 44% dos inquiridos que dizem "sim".