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Sondagem: 77% dos eleitores não acreditam na reeleição do Governo tripartidário
Xavier Bettel durante o Discurso sobre o Estado da Nação, em 26 de Abril

Sondagem: 77% dos eleitores não acreditam na reeleição do Governo tripartidário

Foto: Pierre Matgé
Xavier Bettel durante o Discurso sobre o Estado da Nação, em 26 de Abril
Luxemburgo 4 min. 24.05.2016

Sondagem: 77% dos eleitores não acreditam na reeleição do Governo tripartidário

Cerca de 77% dos eleitores não acreditam na releição do Governo tripartidário de Xavier Bettel nas legislativas de 2018. Este desinteresse pelo Governo começa logo pela indiferença a que mais de metade (55%) da população votou ao último discurso 
sobre o Estado da Nação, que 
o primeiro-ministro proferiu a 
26 de Abril. São dados da segunda parte da sondagem Politmonitor, divulgada esta terça-feira.

Cerca de 77% dos eleitores não acreditam na releição do Governo tripartidário de Xavier Bettel nas legislativas de 2018. Este desinteresse pelo Governo começa logo pela indiferença a que mais de metade (55%) da população votou ao último discurso 
sobre o Estado da Nação, que 
o primeiro-ministro proferiu a 
26 de Abril. São dados da segunda parte da sondagem Politmonitor, divulgada esta terça-feira.

Este desinteresse pelo Governo de Bettel começa logo pelo desatenço dada por mais de metade (55%) da população ao optar por não acompanhar o discurso 
sobre o Estado da Nação, que 
o primeiro-ministro proferiu a 
26 de Abril.

Este é mais um 
dos indicadores não só da perda 
de popularidade do primeiro-ministro Xavier Bettel, mas também da falta de confiança dos 
luxemburgueses nos partidos 
e desinteresse pela política em geral. São dados da segunda parte da sondagem Politmonitor, divulgada esta terça-feira.

Apenas 5% ouviram o 
discurso do primeiro-ministro na íntegra, enquanto 17% ouviram “uma boa parte” e 23% acompanharam parcialmente a declaração. A população com mais de 50 anos (59%) foi a mais interessada na declaração, seguida pela faixa etária entre os 35-49 anos (37%).

Em relação a 2014, foi um 
quinto da população que se 
desinteressou por um dos eventos mais importantes da agenda política nacional. Há dois anos, 72% da população tinha acompanhado o discurso.

Instados a comentar o conteúdo do discurso, um quarto (24%) diz que Xavier Bettel não disse “nada de novo”, mais +3% do que em 2014. Cerca de 15% consideraram a intervenção “decepcionante” (+5%), 11% disseram que era um discurso “sem perspectivas” (+6%), e 10% disse mesmo que tinha sido “aborrecido” (+8%). Apenas 4% acharam o discurso “convincente” e 8% consideraram-no “honesto”. A popularidade de Xavier Bettel já não é definitivamente o que era no início da legislatura, em 2013.

A queda de popularidade de Xavier Bettel deveria favorecer a oposição, mas não é o caso. Quando questionados, dois terços dos eleitores preferem a declaração de Xavier Bettel à reacção do líder do CSV, Claude Wiseler, ao discurso.

Eleições legislativas de 2018

Metade dos eleitores (47%) considera que “quem dá o tom” na coligação tripartida do Governo é o DP, 9% diz que são os Verdes (Déi Gréng) e a mesma percentagem acha que são os socialistas (LSAP).

Talvez esta resposta dos eleitores explique que 77% destes também não acredite que a coligação a três volte a vencer as legislativas de 2018. Entre os estrangeiros (que não podem votar nas legislativas), a percentagem é menor: apenas 48% pensa que esse cenário é improvável ou impossível.

Sobre a eventualidade de uma coligação à direita entre o CSV e o ADR vencer as legislativas em 2018, 54% dos eleitores acha isso impensável, mas 36% pensa ser possível.

Metade dos eleitores (50%) prefere acreditar na vitória de uma coligação CSV/Verdes em 2018.

O melhor político para reconduzir o Partido Democrático (DP) no Governo é o primeiro-ministro Xavier Bettel, que recolhe 40% das intenções de voto dos eleitores, muito à frente do eurodeputado Charles Goerens, com apenas 11%.

Nos Verdes (Déi Gréng), é o ministro do Desenvolvimento Sustentável, François Bausch, que lidera (19%), mas seguido de perto por Félix Braz (13%), actual ministro da Justiça.

Para os socialistas (LSAP), o partido deve ser conduzido, sem surpresas, por Jean Asselborn (36%). Este é mais um indicador de que o chefe da diplomacia do Luxemburgo e n° 3 do Governo está a viver um bom momento.

Étienne Schneider, ministro da Economia e n° 2 do executivo, aparece nesta sondagem com apenas 19% das preferências dos eleitores.

Do lado da oposição, 38% dos eleitores vêem Claude Wiseler como o cabeça-de-lista ideal para conduzir os cristãos-sociais (CSV) de regresso ao poder. Segue-se Juncker, com 9% das intenções de voto, mesmo se nada deixa prever que o presidente da Comissão Europeia deixe Bruxelas para regressar à política nacional.

No ADR, não há dúvidas: Gast
 Gybérien (48%) vem muito à 
frente de Fernand Kartheiser (5%) nas intenções de voto. No Déi 
Lénk, David Wagner recolhe 20%, muito à frente de Serge Urbany 
(7%).

Reforma fiscal

Quase metade (44%) dos luxem-burgueses diz que a reforma fiscal proposta pelo Governo (aquando 
do Discurso sobre o Estado da 
Nação, em Abril) não é uma 
verdadeira reforma.

Cerca de 34% acha o contrário. Junto dos estrangeiros, é o inverso: 35% considera-a uma ver-
dadeira reforma, 27% não acredita nas medidas propostas.

Cerca de 30% dos luxemburgueses mostra-se indiferente a esta reforma, 29% diz que é algo positivo, 20% são contra. Nos estrangeiros, há 25% de indiferentes, 26% são a favor e 23% contra.

José Luís Correia

A sondagem Politmonitor foi elaborada para o jornal Luxemburger Wort e a RTL pelo instituto TNS Ilres, entre 11 e 18 de Maio. O instituto de sondagens utilizou uma amostra constituída por 1.024 pessoas com mais de 18 anos.

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