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Sindicato francês critica fecho da Caixa no Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 20.08.2018 Do nosso arquivo online

Sindicato francês critica fecho da Caixa no Luxemburgo

Sindicato francês critica fecho da Caixa no Luxemburgo

Foto: Pierre Matgé
Luxemburgo 3 min. 20.08.2018 Do nosso arquivo online

Sindicato francês critica fecho da Caixa no Luxemburgo

Intersindical FO-CFTC manifesta solidariedade em relação aos funcionários que vão ser despedidos, considerando que as condições de negociação desse despedimento "deviam envergonhar a instituição pública, o Governo e o país".

A intersindical FO-CFTC da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em França e a Comissão de Negociação desta sucursal classificam, através de comunicado enviado às redações, como "falta de respeito para com os trabalhadores e os emigrantes portugueses no Luxemburgo" a resposta de um administrador à responsável de uma central sindical luxemburguesa não dando seguimento, sob pretexto do plano de reestruturação, ao encontro solicitado ao presidente da Comissão Executiva".  

No documento manifestam-se solidariedade com os funcionários da CGD que vão ser despedidos devido ao fecho da entidade no Luxemburgo. Além disso, considera-se "insultuoso que o mesmo grupo público que distribui indemnizações milionárias a administradores ao fim de quatro meses de exercício esteja pronto a pagar indemnizações de miséria aos trabalhadores e às trabalhadoras que se prepara para lançar no desemprego".

Por outro lado, "a Caixa Geral de Depósitos também dá provas de um profundo desprezo pelos seus clientes emigrantes no Luxemburgo os quais não foram informados, até agora, do fecho do banco público, banco público esse que lhes pertence na sua dupla qualidade de cidadãos portugueses e de clientes", lê-se no texto.

O comunicado conclui com um lamento: "A Intersindical FO-CFTC da Caixa Geral de Depósitos em França e a Comissão de Negociação desta sucursal vêm lamentar mais uma vez a péssima imagem que a Caixa Geral de Depósitos dá da instituição e do país".

Em França, depois da forte contestação sindical, de diversas ações de rua e de uma paralisação que se prolongou durante dois meses e meio, entre 17 de abril e 30 de junho, foi decidido manter a operação de retalho do banco, conforme revelou o ministério das Finanças.

No final de julho, os sindicatos envolvidos no processo negocial com a CGD revelaram que os dois balcões existentes no Luxemburgo e em Esch-sur-Alzette iriam encerrar. De imediato, muitos portugueses que estavam de partida para férias dirigiram-se à respetiva agência à procura de informações que os funcionários também não tinham, formando-se filas no balcão da cidade do Luxemburgo. Ao mesmo tempo, a decisão de encerrar os balcões no Grão-Ducado foi alvo de críticas de diversos quadrantes, incluindo os conselheiros no país, mas também partidos políticos como o PSD e o PS. Na divulgação de resultados da CGD, o presidente do conselho de administração, Paulo Macedo, disse que a decisão de fechar até final do ano fora definida no plano negociado com a Comissão Europeia.

Na primeira semana de agosto, a administração da CGD denunciou o Acordo de Empresa em comunicação interna enviada aos trabalhadores.



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