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Sindicato dos polícias rejeita abertura a agentes estrangeiros
Luxemburgo 2 min. 17.05.2019

Sindicato dos polícias rejeita abertura a agentes estrangeiros

Sindicato dos polícias rejeita abertura a agentes estrangeiros

Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 2 min. 17.05.2019

Sindicato dos polícias rejeita abertura a agentes estrangeiros

Susy TEIXEIRA MARTINS
Susy TEIXEIRA MARTINS
“A Polícia não tem falta de candidatos. O problema está na grande dificuldade em passar nos testes escritos de admissão”. Esta é a reação do Sindicato Nacional da Polícia Grã-Ducal (SNPGL), à proposta do ministro da tutela, de abrir a profissão aos cidadãos não luxemburgueses.

O sindicato dos polícias luxemburgueses rejeita a ideia de recrutar agentes estrangeiros, semanas após o ministro da Segurança Interna ter admitido contratar forças de segurança de outras nacionalidades. No início de maio, François Bausch queixou-se da falta de recursos humanos no setor e deu conta da necessidade de desburocratizar mais as funções dos agentes. O ministro admitiu mesmo, na altura, a possibilidade de recrutar candidatos que não tenham nacionalidade luxemburguesa, mediante certas condições. O domínio da língua luxemburguesa seria, naturalmente, um dos principais critérios.

Na perspetiva do sindicato dos polícias, a proposta do ministro baseia-se num falso problema: a falta de candidatos. "A Polícia não tem falta de candidatos. O grande problema reside no elevado número de chumbos dos recrutas nos testes escritos de admissão", explica sindicato em comunicado enviado às redações.

Segundo os números do sindicato, a verdade é que 122 candidatos chumbaram num lote de 198 que se apresentaram a exame em 2018. Além do número acentuado de reprovações no exame escrito, seis candidatos chumbaram nos testes físicos, sete nos psicológicos e um não passou da entrevista inicial. No balanço final só 57 dos 198 candidatos é que foram admitidos à formação profissional de base.

O sindicato acrescenta também que há vários anos que se assiste a esta situação, em que mais de metade dos candidatos chumbam nas provas escritas, que exigem o domínio de quatro línguas: luxemburguês, alemão, francês e inglês.  Além disso, os polícias sublinham que o domínio da língua luxemburguesa é fundamental para o bom desempenho da função de polícia, facto que "não vai permitir que cidadãos estrangeiros ocupem essas vagas enquanto o número de candidatos for superior ao número de postos de trabalho disponíveis".

Por último, o sindicato reivindica que os exames sejam adaptados ao modelo geral da função pública, já que as provas de admissão à profissão ficaram de fora da nova reorganização dos testes de admissão gerais à função pública.

A estrutura sindical conclui que seria ilusório pensar que cidadãos de outras nacionalidades da União Europeia iriam alcançar melhores resultados do que os luxemburgueses que se apresentam a concurso com o ensino secundário concluído. Ou seja, a proposta do ministro da Segurança Interna, não resolve o problema da falta de efetivos, reforçam.

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