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Sete pessoas morreram no Luxemburgo após toma da vacina contra a covid-19
Luxemburgo 3 min. 21.06.2021
Relatório de Farmacovigilância

Sete pessoas morreram no Luxemburgo após toma da vacina contra a covid-19

Relatório de Farmacovigilância

Sete pessoas morreram no Luxemburgo após toma da vacina contra a covid-19

Foto: AFP
Luxemburgo 3 min. 21.06.2021
Relatório de Farmacovigilância

Sete pessoas morreram no Luxemburgo após toma da vacina contra a covid-19

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Relação causa/efeito não está, no entanto, provada. Quase 200 pessoas testaram positivo à covid-19 após terem completado a vacinação no país, diz ainda o relatório mais recente de Farmacovigilância.

(Susy Martins, jornalista da Rádio Latina)

Já morreram sete pessoas no Luxemburgo depois de terem recebido pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19. O número foi revelado esta segunda-feira à Rádio Latina (que pertence ao Grupo Saint-Paul juntamente com o Contacto) pelo Ministério da Saúde. Não está contudo provada a ligação causa/efeito entre a vacina e as mortes. 

O terceiro e mais recente relatório de Farmacovigilância do Luxemburgo, a que a Rádio Latina teve acesso, dá conta de 1.444 casos de reações adversas após a vacinação contra o coronavírus mais recente, desde 28 de dezembro de 2020, dia do arranque da campanha de vacinação no país. 

O número de casos de "reações indesejadas" representa 0,34% do total de 423.148 (263.375 pessoas) doses administradas até 11 de junho. A maioria dos residentes (1.022) não sofreu reações graves. Estas pessoas tiveram sintomas que geralmente desaparecem ao fim de vários dias, como febre, dores de cabeça, vómitos e fadiga.

Em 176 casos foi necessário o recurso a medicamentos e a baixa médica, apesar de os sintomas não serem muito diferentes do milhar de casos qualificados como 'sem gravidade'.

Mas para 50 pessoas inoculadas com pelo menos uma dose da vacina as reações adversas levaram mesmo a hospitalizações. Em sete outros casos chegou a ser ativado o "prognóstico vital", com os doentes a correrem perigo de vida. E outras sete acabam mesmo por morrer.

Mais recentemente, entre 14 de maio a 11 de junho de 2021, contabilizaram-se 89 reações adversas pós-vacinação, 16 internamentos, três casos críticos e duas das mortes. Sobre estas duas vítimas mortais sabe-se que eram mulheres de 70 e 92 anos, com antecedentes clínicos "importantes". 

Uma das pacientes foi vacinada com a Vaxzevria (AstraZeneca/Oxford), a outra recebeu a Comirnaty (vacina da Pfizer/BioNTech). De acordo com o relatório, as primeiras conclusões dos exames clínicos revelam que uma das mulheres sofreu um edema pulmonar agudo e a outra teve "morte súbita". Em ambos os casos não foi, para já, possível concluir que a morte foi causada pela vacinação.

Quanto aos internamentos, entre os dias 14 de maio e 11 de junho, sabe-se que foram sobretudo motivados por problemas cardiovasculares e neurológicos. Os casos estão a ser investigados pela Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Jovens também com "reações adversas"  

Um dos dados que sobressai ainda no relatório de farmacovigilância é que grande parte dos 1.444 casos de reações adversas pós-vacinação registados nos últimos seis meses no país verificam-se em jovens. Em particular, 835 doentes tinham entre 25 e 49 anos, sendo a maioria mulheres (613). A maior parte destes jovens faziam parte de grupos prioritários, por exemplo com outros fatores de risco associados.

Já nos vacinados entre os 50 a 59 anos foram assinalados 375 casos e também aí a maioria era do sexo feminino (261). Estes dados constam no mais recente relatório de Farmacovigilância, realizado pela Divisão da Farmácia e dos Medicamentos da Direção da Saúde em colaboração com o Centro Regional de Farmacovigilância de Nancy, em França, disponibilizado à Rádio Latina pelo Ministério da Saúde. 

O relatório ressalva que os "efeitos indesejados observados pós-vacinação contra a covid-19 não estão necessariamente relacionados ou causados pela vacina. Apenas uma avaliação científica ou médica detalhada pode estabelecer uma ligação causa-efeito". 


Pfizer investiga pacientes que contraíram covid-19 após toma da vacina
Só nos EUA até 30 de abril foram detetados 10.200 casos de infeção em pessoas vacinadas contra a covid-19.

O que não consta no relatório é o número de pessoas que contraíram o SARS-CoV-2 apesar de terem a vacinação completa há mais de 14 dias. Mas fonte do Ministério da Saúde confirmou à Rádio Latina que até 13 de junho, 196 pessoas testaram positivo à covid-19 após terem completado a vacinação. Só na semana de 7 a 13 de junho, houve 15 pessoas, um fenómeno que tem vindo a acontecer noutros países. 

As autoridades continuam a recomendar aos vacinados o respeito pelas medidas de precaução, como o uso da máscara, o distanciamento físico e a desinfeção frequente das mãos.  

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