Escolha as suas informações

Segunda vaga. Luxemburgo prepara mais camas e mais enfermeiros
Luxemburgo 3 min. 24.08.2020 Do nosso arquivo online

Segunda vaga. Luxemburgo prepara mais camas e mais enfermeiros

Segunda vaga. Luxemburgo prepara mais camas e mais enfermeiros

Chris Karaba
Luxemburgo 3 min. 24.08.2020 Do nosso arquivo online

Segunda vaga. Luxemburgo prepara mais camas e mais enfermeiros

Face a uma eventual explosão de infeções pelo novo coronavírus, o governo prevê aumentar o número de camas até 264 e quase 100 para os cuidados intensivos. O objetivo das autoridades de saúde é não chegar sequer a esta fase.

A segunda vaga da pandemia, assumida pelas autoridades de saúde luxemburguesas ainda em julho com o aumento do número de novos infetados em todo o país, não disparou o número de hospitalizações no Grão-Ducado. Embora, nestes meses de verão e sobretudo nas últimas duas semanas, o país tenha entre 60 a 40 pacientes internados, o panorama mantêm-se "sob controlo", com o número de altas hospitalares a equilibrar a balança. Ainda assim, confrontado com o aproximar da próxima fase de risco, com o regresso das férias e o arranque no novo ano letivo, o governo já tem um plano para gerir os hospitais. 

Divido em quatro fases, o novo modelo de gestão da pandemia inclui o aumento de camas e o aumento de profissionais de saúde, nomeadamente enfermeiros. "Embora a minha prioridade máxima seja sempre a protecção da saúde pública, é igualmente importante para mim oferecer aos pacientes Covid cuidados de alta qualidade, mantendo ao mesmo tempo um sistema de saúde que funcione bem", sintetizou a ministra da Saúde, Paulette Lenert, em meados de Agosto.

Covid e não covid

A maior diferença do novo plano é que, ao contrário do que aconteceu entre março e maio, o governo não pretende deixar ninguém para trás. Por outras palavras, a não ser numa fase limite, a ideia é manter o atendimento hospitalar em pleno funcionamento tanto para os pacientes infetados pelo novo coronavírus como para os pacientes que sofram de outras patologias. 

Cirurgias não prioritárias e consultas são para manter, pelo que os médicos não deverão ser chamados a gerir, apensas, a pandemia que desde março já fez 124 mortos e perto de oito mil infetados. 

Para tornar isto possível, evitando o possível contágio entre pacientes, os doentes deverão ser divididos em duas alas. Para já, a no que respeita às urgências hospitalares CHL, Chem, CHDN e HRS vão funcionar em pleno. 

Mais profissionais de saúde

Esta gestão entre os  pacientes covid e não covid pressupõe, evidentemente, que há disponibilidade suficiente de pessoal de enfermagem. 

Para evitar o cenário, o Ministério da Saúde anunciou a 14 de agosto uma atribuição adicional de cuidados de saúde "para fazer face à sobrecarga de trabalho e à nova organização hospitalar induzida pela covid". 

No total, o "CNS concedeu aos quatro centros hospitalares (CHL, HRS, Chem e CHDN) um total de 78,58 de pessoal de enfermagem para os seus cuidados normais, cuidados intensivos e serviços de emergência". 

Fases "caos"

Com esta gestão da pandemia, o objetivo do governo é evitar ao máximo tanto a fase três como a fase quatro do modelo de gestão. De qualquer forma, estão pensadas. 

De resto, é apenas a partir da fase 3 que se torna necessária uma desprogramação dos cuidados não-Covid. "As transferências de pacientes entre hospitais podem ser organizadas para atrasar esta transição para a fase 3", adverte o Ministério da Saúde.

Na fase final, no caso de um forte ressurgimento de infeções por covid-19, a capacidade de camas pode ser aumentada para 264 em cuidados normais e quase 100 em cuidados intensivos. 

Para ter uma ideia clara da extensão desta "onda", no auge da primeira vaga, o número total de hospitalizações não excedeu 233 durante um dia, com 190 em cuidados normais a 4 de abril e 45 em cuidados intensivos a 3 de abril. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas