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Se Steve Duarte voltar ao Luxemburgo, será entregue à justiça
Luxemburgo 3 min. 04.03.2019

Se Steve Duarte voltar ao Luxemburgo, será entregue à justiça

Luxemburgo 3 min. 04.03.2019

Se Steve Duarte voltar ao Luxemburgo, será entregue à justiça

A lei não impede o jihadista lusodescendente de regressar ao Grão-Ducado, mas Jean Asselborn garante que, caso isso se concretize, será julgado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, confirmou esta segunda-feira que haverá apenas um residente do Luxemburgo ainda em zona de conflito. Tudo aponta que seja o rapper Steve Duarte, que em 2014 deixou o Grão-Ducado para se juntar ao Estado Islâmico, na Síria, segundo revelaram os serviços de informação portugueses citados no jornal Expresso.

Steve Duarte
Steve Duarte

De acordo com Asselborn, se Steve Duarte decidir voltar para o Luxemburgo, apesar de a lei não prever qualquer impedimento ao seu regresso, o jovem de 30 anos será julgado pelas autoridades. "Qualquer combatente terrorista estrangeiro que regresse de uma zona de conflito ao Luxemburgo e seja conhecido pelos serviços competentes será controlado pelas autoridades de segurança e, se necessário, julgado de acordo com a legislação em vigor", afirmou Asselborn, em resposta a uma questão parlamentar. "O Luxemburgo não pode, se necessário, recusar a entrada no seu território de um cidadão de nacionalidade luxemburguesa, desde que essa pessoa seja sujeita a um controlo adequado". Asselborn garante ainda que Steve Duarte pode mesmo ser alvo de um mandado de detenção internacional.


Só restam três jihadistas portugueses no Estado Islâmico e um é do Luxemburgo
O lusodescendente luxemburguês Steve Duarte, Nero Saraiva e Ângela Barreto são os três portugueses, que segundo fontes do serviços secretos portuguses, citados pelo semanário Expresso, continuam a lutar pelo Estado Islâmico. A estes somam-se 20 pessoas de origem portuguesa que foram capturadas por tropas curdas e governamentais.

código penal luxemburguês pune as pessoas que fazem parte de grupos terroristas com penas até oito anos de prisão. A pena eleva-se para vinte anos, em caso de prática de atos terroristas, e pode ir até prisão perpétua, se os atos de terrorismo tiverem provocado a morte de "pelo menos uma pessoa", ao abrigo do artigo 135-2.  São estas as penas a que se arrisca Steve Duarte se regressar ao Luxemburgo.      

Do Luxemburgo partiram pelo menos seis residentes no país para se juntarem ao grupo terrorista Estado Islâmico, na Síria. Entre eles estava o rapper Steve Duarte, filho de imigrantes portugueses no Luxemburgo. Dos seis, dois sabe-se que morreram em 2014 e três terão regressado ao Grão-Ducado. De Steve Duarte, o sexto residente no país a converter-se ao jihadismo, nada se sabe, mas tudo indica que será ele o homem que continua na mira da justiça luxemburguesa.

Steve Duarte
Steve Duarte

Steve Duarte nasceu em Meispelt, na comuna de Kehlen, e é filho de portugueses originários da Figueira da Foz. O lusodescendente chegou a editar um disco no Luxemburgo em 2011, intitulado ’En Attendant”, pela editora ZobiboZ Records, com o pseudónimo de Pollo. O single com o mesmo nome descreve um massacre numa escola perpetrado por um franco-atirador, mas os amigos do ex-rapper  recusaram ver na letra um indício de violência. “Era um rapaz calmo, que falava pouco, mas não me parecia de todo uma pessoa radical”, contou ao Contacto um dos mais conhecidos rapper do Luxemburgo, Rafael Possing, conhecido como T The Boss, num artigo publicado em 2014.


27-year-old Steve Duarte has reportedly been a member of IS since 2014
E se o jihadista português voltar ao Luxemburgo?
Com a derrocada do Estado Islâmico na Síria, confinado a duas aldeias, ninguém sabe quantos jihadistas europeus poderão regressar aos seus países. O lusodescendente Steve Duarte, filho de imigrantes portugueses no Luxemburgo, poderá estar entre eles.

Quando foi para o Califado, Steve Duarte começou por trabalhar no aparelho de propaganda na Internet do Estado Islâmico. Mas também participou nos massacres, no início de 2016, surgiu num vídeo de cara tapada a matar um refém com um tiro na cabeça. Adoptou o nome no Daesh de Abu Muhadjir Al Al Purtughali, o filho de emigrantes portugueses no Luxemburgo e originários da Figueira da Foz “continua operacional e a fazer parte da máquina de propaganda”, assegura fonte da investigação ao semanário português Expresso.

   


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