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Schneider. "Não tinha motivos para mentir. Tinha dinheiro suficiente, mesmo que o projeto ficasse mais caro"
Luxemburgo 2 min. 30.06.2020

Schneider. "Não tinha motivos para mentir. Tinha dinheiro suficiente, mesmo que o projeto ficasse mais caro"

Schneider. "Não tinha motivos para mentir. Tinha dinheiro suficiente, mesmo que o projeto ficasse mais caro"

Anouk Antony
Luxemburgo 2 min. 30.06.2020

Schneider. "Não tinha motivos para mentir. Tinha dinheiro suficiente, mesmo que o projeto ficasse mais caro"

Redação
Redação
A ida de Etienne Schneider à Comissão do Controlo Orçamental era aguardada com grande expetativa, mas o seu discurso deixou mais dúvidas que respostas.

O ex-ministro da Defesa foi à Comissão de Controlo Orçamental para se defender contra a acusação de mentir ao parlamento sobre o custo do satélite de observação militar Luxeosys.

Schneider deveria explicar a razão pela qual o valor do satélite de observação militar Luxeosys havia passado dos 170 milhões previstos para 350 milhões de euros. No entanto, as respostas ficaram aquém do esperado e as declarações do ex-ministro contradizem a do seu sucessor, François Bausch. 


Satélite de observação LUXEOSys. Os custos tornaram-se astronómicos
O preço do satélite de observação LUXEOSys aumentou de 170 milhões para 350 milhões de euros. O ex-ministro Etienne Schneider (LSAP) está a ser duramente criticado.

Schneider mantém a versão de que "foi planeado desde o início que o satélite fosse operado pelo exército". Para fazer isso, a intenção era treinar gradualmente até 25 recrutas nas novas tecnologias e, assim, tornar as profissões militares mais atraentes para os jovens. No entanto, Paul Nilles, ex-diretor de pessoal do exército, alegou nunca ter sido informado de tais planos de recrutamento. 

Ainda assim, o ex-ministro reafirmou que "a intenção de criar capacidades tecnológicas satélites no exército foi adotada pelo Parlamento e, portanto, foi prevista ao mais alto nível político ". 

Em relação ao uso comercial do satélite planeado pela empresa LuxGovSat, Schneider disse que “a ideia era convencer os clientes privados a comprar 10% da capacidade do satélite por um valor de até 31 milhões de euros". No entanto, não conseguiu nomear clientes em potencial para esse acordo comercial porque, não chegou a negociar com "nenhum cliente". 

Mentir não 

O ex-ministro rejeitou a acusação de que ele havia deliberadamente mentido no Parlamento. "Eu não tinha motivos para mentir, tinha dinheiro suficiente disponível, mesmo que o projeto ficasse mais caro". Evoca, assim, o compromisso assumido pelo Luxemburgo, em 2014, de aumentar os seus gastos militares de 0,4 para 0,6% do produto interno bruto (PIB). Foi a primeira vez que o ex-ministro da Defesa admitiu ter conhecimento de um custo adicional das operações.


Étienne Schneider é um dos novos diretores da ArcelorMittal
O antigo vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Étienne Schneider, é um dos novos diretores da ArcelorMittal. O ex-ministro do partido socialista (LSAP) foi eleito este fim de semana para o cargo.

O mais novo diretor da ArcelorMittal afirmou que o projeto foi submetido à votação do Parlamento antes das eleições de 2018 pela pressão de tempo com os compromissos assumidos com a NATO. O satélite deveria estar pronto em 2023 para que pudesse também ser usado por outros estados membros da aliança. 

No final da audiência, Diane Adehm, presidente da comissão, confessou que "não sabe mais em quem acreditar" e que "recebemos muitas informações hoje (segunda-feira), mas isso não ajudou a ter uma imagem mais clara". 

Com base na reunião de segunda-feira, foram convocados a comparecer perante a comissão oficiais do LuxGovSat e membros do estado-maior do exército.

Artigo original publicado na edição francesa do Luxemburger Wort. Edição de Ana Patrícia Cardoso. 

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