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Satélites utilizados pelo Estado Islâmico: SES defende fiscalização aos operadores que vendem terminais de satélite
Luxemburgo 14.12.2015 Do nosso arquivo online

Satélites utilizados pelo Estado Islâmico: SES defende fiscalização aos operadores que vendem terminais de satélite

Satélites utilizados pelo Estado Islâmico: SES defende fiscalização aos operadores que vendem terminais de satélite

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 14.12.2015 Do nosso arquivo online

Satélites utilizados pelo Estado Islâmico: SES defende fiscalização aos operadores que vendem terminais de satélite

A Sociedade Europeia de Satélites (SES) diz que não tem conhecimento do uso dos seus satélites pelo Estado Islâmico (EI). Em resposta ao Der Spiegel, que acusou o Daesh de utilizar satélites luxemburgueses, a SES defende a fiscalização às operadoras que vendem terminais de satélite.

A Sociedade Europeia de Satélites (SES) diz que não vende terminais de recepção de programas de satélite aos seus clientes e que não tem conhecimento do uso dos seus satélites pelo Estado Islâmico (EI).

Esta foi a reacção da SES ao artigo publicado no jornal Der Spiegel, que dava conta de que o Estado Islâmico pode estar a utilizar satélites da empresa luxemburguesa.

A SES defende que há operadores autorizados a vender terminais de recepção de satélite e que estes podem ser fiscalizados.

"Cada cliente do SES está sujeito a obrigações contratuais conforme a lei. Não temos conhecimento do uso dos nossos satélites pelo grupo EI ou sobre os territórios controlados pelo grupo EI na Síria", diz a SES em resposta às acusações do Der Spiegel.

"Se a SES tivesse confirmação de tal uso, a empresa usaria todos os meios para pôr fim a isto", acrescenta a empresa luxemburguesa

Mas para o Der Spiegel, a empresa luxemburguesa poderia aceder aos dados GPS exactos dos utilizadores e, assim, teoricamente, pôr fim às conexões dos terrorista do Estado Islâmico (Daesh), que continua a usar os satélites para comunicar e difundir a sua propaganda na internet.

Além da SES, a revista alemã diz que os piratas informáticos do Daesh utilizam as redes de satélites e telecomunicações de empresas como a Eutelsat, em França, e a Avanti Communications, no Reino Unido.

A revista explica que é muito fácil encontrar, por exemplo, um equipamento de satélite por 500 dólares na cidade de Antioquia, junto à fronteira síria. Os vendedores contactados pelo Der Spiegel dizem que têm mais de 2.500 clientes na Síria com mensalidades superiores a 100 mil dólares.



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