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São precisas 6.500 novas habitações por ano para responder à procura
Luxemburgo 3 min. 07.03.2018 Do nosso arquivo online

São precisas 6.500 novas habitações por ano para responder à procura

Faltam casas para responder ao aumento da população.

São precisas 6.500 novas habitações por ano para responder à procura

Faltam casas para responder ao aumento da população.
Foto: Serge Waldbillig
Luxemburgo 3 min. 07.03.2018 Do nosso arquivo online

São precisas 6.500 novas habitações por ano para responder à procura

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
A lei da oferta e da procura reflete-se bem no setor da habitação no Luxemburgo. Faltam casas para tanta procura.

O Luxemburgo regista uma média anual de perto de 13 mil novos habitantes e cerca de três mil novas habitações. Como o ritmo das construções não responde ao ritmo do crescimento populacional, a solução passará por mais construção: cerca de 6.500 novas habitações por ano. Esta é uma das principais conclusões do debate parlamentar da passada semana sobre a habitação.

“Até 2030 precisamos de 80 mil habitações, ou seja, cerca de 6.500 novas unidades por ano”, recomendou o vice-presidente da comissão parlamentar de habitação, o deputado socialista (LSAP), Yves Cruchten.

“Atraso histórico na construção nos últimos anos”

A urgência em resolver a crise da habitação é partilhada por todos os partidos com assento na Câmara dos Deputados e pelo ministro da Habitação, Marc Hansen. “Os discursos devem passar ao concreto”, instou o ministro, desafiando os partidos a “reagrupar todas as propostas numa lista a ser discutida posteriormente na comissão de habitação”.

Entre as propostas debatidas, a começar pelas do Governo, Marc Hansen anunciou que o Executivo prevê construir 20 mil novas habitações a curto prazo e 45 mil a longo prazo, como forma de resolver “o atraso histórico acumulado nos últimos anos”.

“Entre 1985 e 2014, o país acumulou um deficit de 32 mil habitações. São mil casas que o país precisaria por ano e que não foram construídas”, criticou o presidente da comissão de habitação, o deputado Max Hahn do partido liberal DP. Outra proposta apresentada pelo ministro é que o Fonds du Logement (Fundo da Habitação), uma das entidades públicas responsáveis pela habitação social, passe a procurar habitação privada para arrendar a pessoas com dificuldades financeiras. A fusão dos ministérios do Interior, Ambiente e Habitação será outro dos pontos que o ministro quer levar a debate na próxima comissão de habitação. Os deputados dos principais partidos (DP, LSAP, os Verdes e CSV) aprovaram ainda uma moção que pede ao Governo, entre outras coisas, para aumentar a oferta de habitações, mobilizar mais terrenos para construção, e verificar como o Estado poderá apoiar os promotores públicos e as autarquias a desenvolver a sua oferta habitacional.

Preço da habitação poderá continuar a subir

Ainda de acordo com o ministro, 75% dos luxemburgueses são proprietários. Um terço deles tem mesmo mais do que uma habitação. Com a procura a superar largamente a oferta, os preços proibitivos da habitação no Luxemburgo não são vistos de forma negativa por estes proprietários. Mesmo que o Governo decida aumentar a oferta habitacional, todos os deputados reconheceram que os preços poderão continuar a aumentar. Como acontece até agora, os mais afetados pelo aumento dos preços da habitação vão continuar a ser os imigrantes, que não podem votar nas eleições legislativas. Henrique de Burgo


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