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RTL despede 69 pessoas em Kirchberg
Luxemburgo 2 min. 04.12.2019

RTL despede 69 pessoas em Kirchberg

RTL despede 69 pessoas em Kirchberg

Foto: Guy Jailay
Luxemburgo 2 min. 04.12.2019

RTL despede 69 pessoas em Kirchberg

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
O Grupo RTL vai mesmo dispensar 69 trabalhadores, menos 25 do que tinha previsto em agosto. Com plano social, as contrapartidas não chegaram à Conciliação. Para já, o gigante da comunicação mantém que a intenção é continuar atividade no Luxemburgo.

 Três meses depois do aviso, o Grupo RTL avançou mesmo para o despedimento de 69 dos 111 trabalhadores da sede em Kirchberg. São menos 25 do que os 94 anunciados no fim do verão. Sem gritos de vitória, a OGBL fez saber que “foi assinado um plano social para os 69 funcionários”.

Em comunicado, a estrutura sindical que acompanhou o processo desde o arranque diz que depois das doze rondas negociais, “parcialmente complicadas”, o grupo de comunicação social luxemburguês aceitou assinar as compensações que chegaram a estar em risco, depois da administração ter batido com a porta por considerar a proposta do sindicato “demasiado ambiciosa”.

Agora, com as indemnizações asseguradas, os perto de 70 operacionais demitidos vão obter uma compensação financeira por antiguidade e uma compensação adicional atribuída em função da idade. Também não estão obrigados a cumprir qualquer período de aviso prévio. Podem sair imediatamente. “Congratulamo-nos por termos chegado a acordo. Desde o início do processo, tivemos em conta o feedback dos nossos colaboradores e desenvolvemos um plano social muito justo e generoso”, assegura o vice-presidente do RTL.

Cinco semanas para Colónia

Em reação às questões do Contacto, o dirigente não explica o recuo em relação aos outros 25 trabalhadores que afinal vão manter-se em funções na sede do Luxemburgo.

Olivier Fahlbusch limita-se a vincar a “redução do número previsto de despedimentos”, sem esclarecer se os que ficam integram ou não o grupo que foi convidado a mudar-se para a sucursal da RTL em Colónia, na Alemanha.

De acordo com a nota oficial da empresa, os “39 trabalhadores” que receberam a oferta “terão cinco semanas para decidir se pretendem ou não mudar de local de trabalho”. Os que aceitarem mudam de país e de Código de Trabalho no “primeiro trimestre de 2020”.

“Está e continuará”

Com lucro recorde de 400 milhões só nos últimos seis meses do ano, a RTL invocou a redução de custos para avançar para o despedimento. Para já não há intenção de abandonar o país. “O RTL Group S.A está e continuará a estar no Luxemburgo”, assegura o vice-presidente. Sem contabilizar, adianta que dentro em breve “serão criados novos postos de trabalho na RTL City”, em Kirchberg, nomeadamente na Majorel. Em silêncio desde a primeira hora, o primeiro-ministro Xavier Bettel, que também assume a pasta da comunicação social, continua sem dar uma explicação sobre as contrapartidas do acordo que, por ano, injeta mais de 10 milhões de euros por ano, no grupo de Kirchberg. Com os despedimentos consumados, o líder do governo não disse uma palavra sobre as garantias de emprego. Apesar das dúvidas dos sindicatos, desconhece-se se o RTL tinha ou não a obrigação de manter um determinado número de postos de trabalho no Grão-ducado. 


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