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Rockhal e LuxExpo abrem portas à pandemia
Luxemburgo 1 2 min. 23.03.2020

Rockhal e LuxExpo abrem portas à pandemia

Imagem do exercício antiterrorista que se realizou hoje na Rockhal (Belval) em 2019

Rockhal e LuxExpo abrem portas à pandemia

Imagem do exercício antiterrorista que se realizou hoje na Rockhal (Belval) em 2019
Foto: Guy Wolff
Luxemburgo 1 2 min. 23.03.2020

Rockhal e LuxExpo abrem portas à pandemia

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Além da sala de espetáculos de Esch-sur-Alzette, a LuxExpo também vai reforçar a capacidade de resposta dos quatro hospitais luxemburgueses destacados para o combate ao novo coronavírus. As termas de Mondorf vão ser readaptadas tal como o Däichhal em Ettelbruck.

O objetivo é libertar as "maisons medicales" dos exames e primeiros cuidados prestados aos doentes e aos potenciais infetados pelo novo coronavírus. Com quatro hospitais destacados para responder à pandemia, o governo decidiu instalar um hospital de campanha em Strassen, junto ao Centro Hospitalar do Luxemburgo. Em estado de emergência, a ministra da Saúde, Paulette Lenert, optou ainda por reforçar a capacidade de resposta do sistema de saúde do Luxemburgo com a adaptação de vários espaços para reforçar a primeira linha de resposta à Covid-19.  

A partir desta segunda-feira, o Rockhal e a LuxExpo The Box vão realizar testes e acolher doentes. Até ao fim-da-semana juntam-se à lista as termas de Mondorf-les-Bains, o Däichhal em Ettelbruck e as instalações da Cruz Vermelha em Colpach. 

Adaptar

De sala de exposições e congressos,  a centro de saúde improvisado, a LuxExpo esclarece que além da tenda montada no parque de estacionamento, disponibiliza "dois salões" só para realizar exames de diagnóstico. "Estamos orgulhosos de poder contribuir para a ação do governo para derrotar o vírus e daremos todo o apoio que pudermos dar", acrescenta o CEO Morgan Gromy na nota enviada às redações. 

Os vídeos 360 não têm suporte aqui. Ver o vídeo na aplicação Youtube.

Também a sala de espetáculos de Esch-sur-Alzette mudou de cara esta segunda-feira. Deixou de cobrar entradas para receber os pacientes do sul do país e adaptou-se para receber e diagnosticar os pacientes numa altura em que, por todo o país, os hospitais cancelaram consultas e cirurgias não urgentes para lidar com a chegada e propagação da pandemia no Grão-Ducado. 

Cooperação transfronteiriça

Embora tenha tomado medidas excepcionais, a ministra da Saúde afasta a possibilidade de haver uma saturação na procura dos hospitais e ofereceu-se para ajudar a região Este de França, acolhendo sete pacientes infetados para aliviar a carga dos profissionais de saúde que lidam com um aumento de casos e mortes associadas à infeção pelo novo coronavírus. 

França saudou a solidariedade, "boa e grande cooperação transfronteiriça europeia" e diz que o país prova que a "Europa está a investar-se a si própria dentro de casa. 

Questão de meios

Com as urgências fechadas, os hospitais selecionados para responder ao surto continuam a ser o Centro Hospitalar do Luxemburgo, os hospitais de Niederkorn e Dudelange do Centro Hospitalar Emile Mayrisch, os Hospitais Robert Schuman e o Centro Hospitalar do Norte. 

Questionada na últimas conferências de imprensa sobre os meios disponíveis para assegurar os cuidados e os internamentos do número crescente de casos no Grão-Ducado, a ministra da Saúde diz que o país tem atualmente 169 camas para receber doentes nos hospitais, fora as que vão ser criadas nos centros de atendimento médico provisórios. Além dos 30 ventiladores encomendados, o país dispõe de 150 para os doentes mais graves que deles dependam para respirar e manter-se vivos. 

A encomenda que deverá chegar nos próximos dias inclui 10 milhões de máscaras cirúrgicas.  

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