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Restaurantes e cafés poderão reabrir em pleno a 16 de maio
Luxemburgo 3 min. 05.05.2021 Do nosso arquivo online

Restaurantes e cafés poderão reabrir em pleno a 16 de maio

Restaurantes e cafés poderão reabrir em pleno a 16 de maio

Foto: Luxemburger Wort/Anouk Antony
Luxemburgo 3 min. 05.05.2021 Do nosso arquivo online

Restaurantes e cafés poderão reabrir em pleno a 16 de maio

Redação
Redação
O primeiro-ministro, Xavier Bettel, anunciou esta tarde um relaxamento de algumas medidas contra a covid-19, nomeadamante a reabertura dos restaurantes, redução do período de recolher obrigatório.

(Catarina Osório com Henrique de Burgo)

O primeiro-ministro, Xavier Bettel, anunciou esta tarde um relaxamento de algumas medidas contra a covid-19, nomeadamente a reabertura dos restaurantes já a partir de 16 de maio, mas com algumas regras. 

De acordo com os pormenores avançados por Bettel, os estabelecimentos poderão estar abertos até às 22h com um máximo de quatro pessoas por mesa, com o devido distanciamento entre mesas, e haverá testes rápidos obrigatórios para quem quer sentar-se no interior e também para os trabalhadores dos estabelecimentos.

Para quem optar por sentar-se no exterior não é obrigatório a realização de um teste rápido. Bettel referiu ainda que serão disponibilizados 500.000 de testes de antigénio numa primeira fase ao setor da Horeca. A reabertura dos restaurantes - a funcionar atualmente apenas em regime de esplanada, take away e/ou entrega ao domicílio- era uma das medidas mais aguardadas sobretudo pelo setor da Horeca, um dos mais prejudicados pela crise provocada pela pandemia. 

Acompanhado pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, Bettel falou ao país após o final da reunião do Conselho de Ministros. Contrariamente ao que se falava,  o recolher obrigatório não acaba mas começa uma hora mais tarde, entre as 00h e as 06h. 

Há também um relaxamento no que toca às reuniões pessoais. Em vez de duas pessoas passam a ser permitidas receber em casa um máximo de quatro pessoas e não precisam de ser do mesmo agregado familiar. Exceções para as famílias com mais de quatro elementos. 

O limite máximo de pessoas permitidos em eventos passa também de 100 para 150, e até mil pessoas com protocolo sanitário e autorização do Ministério da Saúde. Em eventos musicais no exterior passam ainda a ser permitidos 40 músicos no máximo. 

Segundo Bettel, a vacinação deverá ainda avançar a todo o gás nos próximos dias, com o Executivo a prever vacinar cerca de 58.000 pessoas, das quais 30.000 com a vacina da AstraZeneca (integrada na campanha paralela de vacinação voluntária lançada pelo Executivo). O próprio Xavier Bettel será vacinado com o fármaco da vacina sueco-britânica esta quinta-feira.


Quem quiser uma vacina que não seja utilizada pode candidatar-se
A partir desta sexta-feira, os residentes entre os 18 e 54 anos de idade poderão inscrever-se numa nova lista voluntária para receberem vacinas não utilizadas nos centros de vacinação. Mas ao contrário da lista para AstraZeneca, a ordem de chamada será baseada na idade.

O primeiro-ministro não deixou de agradecer a todos os que têm participado na campanha de vacinação. Ao todo já foram administradas no país mais de 216.000 doses de vacinas contra a covid-19, com uma taxa de utilização de doses em 76%, informou ainda o chefe de Governo.

"Ainda é cedo para declarar o fim da crise"

Apesar dos números mais otimistas das últimas semanas Bettel reiterou que ainda é cedo para declarar a vitória face ao vírus. "Ainda é cedo para declarar o fim da crise", disse o governante otimista de que que a vacinação e o contínuo respeito pelas medidas e o distanciamento social possam ajudar ao regresso a uma vida mais normal. 

Um regresso ainda contido devido ao padrão dos internamentos que está a mudar, indicou por sua vez a ministra da Saúde. Lenert alertou que cada vez mais pessoas jovens têm sido hospitalizadas devido à covid-19 nas últimas semanas. "O vírus está mais agressivo, mesmo apesar de as infeções no geral terem diminuído", indicou. "Apesar do alívio das restrições por favor mantenham-se cautelosos. A covid não é apenas uma gripe, ainda existe um grande risco", acrescentou. 

As alterações comunicadas esta quarta-feira pelo Governo fazem parte da revisão da chamada 'lei covid' que o Parlamento deverá debater e votar nos próximos dias para entrar em vigor a 16 de maio. A futura 'lei covid' estará em vigor até, pelo menos, 12 de junho. 

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