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Repórteres Sem Fronteiras: Luxemburgo cai 15 lugares no 'ranking' da liberdade de imprensa
Luxemburgo 3 min. 12.02.2015 Do nosso arquivo online

Repórteres Sem Fronteiras: Luxemburgo cai 15 lugares no 'ranking' da liberdade de imprensa

Repórteres Sem Fronteiras: Luxemburgo cai 15 lugares no 'ranking' da liberdade de imprensa

Foto: Marc Wilwert
Luxemburgo 3 min. 12.02.2015 Do nosso arquivo online

Repórteres Sem Fronteiras: Luxemburgo cai 15 lugares no 'ranking' da liberdade de imprensa

O Luxemburgo caiu 15 lugares no 'ranking' da liberdade de imprensa publicado anualmente pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), ficando em 19° lugar numa lista de 180 países. 

O Luxemburgo caiu 15 lugares no 'ranking' da liberdade de imprensa publicado anualmente pelos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), ficando em 19° lugar numa lista de 180 países. 

O Grão-Ducado volta este ano a abandonar os lugares cimeiros do 'ranking' da liberdade de imprensa. Em 2008 liderava a lista estabelecida pela organização de josnalistas sediada em Paris, para descer no ano seguinte para 20°, por causa das buscas policiais efectuadas em Maio de 2009 ao jornal CONTACTO.

Na altura, a acção da polícia foi condenada pelos Repórteres Sem Fronteiras e por outras organizações internacionais de jornalistas. Por causa desse caso, o  Luxemburgo viria a ser condenado em 2013 pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem por violar a liberdade de expressão e o direito à vida privada, dando razão a uma queixa apresentada pelo semanário português. 

O Grão-Ducado voltaria a subir para o 6° lugar dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas em 2011 e 2012, tendo sido 4° em 2013 e 2014. Este ano, volta a descer 15 lugares, situando-se na 19° posição, mas apesar disso, "continua a ser bom aluno", diz Antoine Héry, responsável pelo 'ranking' estabelecido pela organização. 

"Não é uma posição má: países como a França (38°) ou a Itália (73°) podem invejá-la", recorda, sublinhando que o Grão-Ducado integra o grupo dos 21 países com mais liberdade de imprensa, encabeçado pela Finlândia, Noruega e Dinamarca.

Antoine Héry saudou ainda a criação do Prémio de Jornalismo de Investigação, atribuído em Março de 2014 aos jornalistas Nico Graf, da RTL Radio, e Marc Thoma, do canal de televisão RTL, pelas revelações no caso dos atentados bombistas "Bommeleeër" e no escândalo que envolveu os serviços secretos luxemburgueses (SREL).

Portugal em 26° lugar

A Finlândia é o país mais favorável ao trabalho dos jornalistas em liberdade, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, que coloca Portugal no 26.º lugar.

Para a organização sediada em Paris, a liberdade de imprensa sofreu um "declínio drástico" em todo o mundo em 2014, em parte devido a grupos extremistas como o Estado Islâmico e o Boko Haram.

"Houve uma deterioração geral ligada a diferentes factores, com guerras de informação, e acções de grupos não-estatais que agem como déspotas", afirmou à AFP o secretário-geral da organização, Christophe Deloire.

O índice da Liberdade de Imprensa de 2015 dos Repórteres Sem Fronteiras afirma que se registaram 3.719 violações à liberdade de informação em 180 países em 2014 - mais 8% que no ano anterior.

No ‘top 10’da lista dos países e territórios mais favoráveis à liberdade de imprensa, a Noruega está na segunda posição, seguida da Dinamarca, Holanda, Suécia, Nova Zelândia, Áustria, Canadá, Jamaica e Estónia.

No âmbito da lusofonia, a Repórteres Sem Fronteiras coloca Cabo-Verde no 36.º lugar, seguindo-se a Guiné-Bissau em 81.º, Moçambique em 85.º e o Brasil em 99.º.

Timor-Leste, no 103.º lugar, e Angola, no 123.º posto, fecham a lista dos países lusófonos.

Na análise dos Repórteres Sem Fronteiras, a Coreia do Norte e a Eritreia encerram a lista da liberdade de imprensa, constituindo-se, assim, nos piores locais para os jornalistas trabalharem.


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