Escolha as suas informações

Relis2016: Consumo de cocaína aumentou no Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 10.02.2017

Relis2016: Consumo de cocaína aumentou no Luxemburgo

Relis2016: Consumo de cocaína aumentou no Luxemburgo

Luxemburgo 3 min. 10.02.2017

Relis2016: Consumo de cocaína aumentou no Luxemburgo

O consumo de cocaína aumentou no ano passado no Luxemburgo. Esta é uma das principais conclusões do relatório nacional sobre toxicodependência, consumo e tráfico de droga no Grão-Ducado (Relis 2016).

O consumo de cocaína aumentou no ano passado no Luxemburgo. Esta é uma das principais conclusões do relatório nacional sobre toxicodependência, consumo e tráfico de droga no Grão-Ducado (Relis 2016).

De acordo com o documento, no ano passado registou-se uma estabilização da prevalência do “consumo problemático” de drogas ilícitas. Hoje, estima-se que cerca de duas mil pessoas tenham um “consumo problemático” de estupefacientes no Grão-Ducado.

O Relis2016 revela que há um “crescente” consumo de cocaína por via intravenosa, ou seja, dissolvida em água e injetada diretamente na corrente sanguínea.

Os dados oficiais dizem que, durante a última década, o policonsumo de drogas (consumo de mais do que uma droga ou tipo de droga por um mesmo indivíduo) tornou-se o comportamento “predominante” entre os consumidores de drogas no país.

Apesar de não serem divulgados números concretos, o relatório refere que “há um aumento de pessoas em contacto com as instituições nacionais, devido a problemas relacionados com o consumo de cannabis e um aumento do consumo de drogas injetáveis e estimulantes, particularmente cocaína”.

A cocaína é cada vez mais acessível e tem substituído parcialmente o consumo de heroína”, sublinha o estudo.

Contudo, os resultados da última pesquisa nacional representativa (EHIS), indica que o uso de drogas ilícitas entre a população do Luxemburgo “é menor” do que a maioria das prevalências médias da União Europeia (UE) e, geralmente, menos elevado do que nos países vizinhos.

"A implantação de planos nacionais de ação em matéria de droga e toxicodependência tem sido acompanhada por uma diminuição global do número de mortes por overdose no Luxemburgo", observa Lydia Mutsch, a ministra da Saúde.

Dados forenses confirmam que quase todas as mortes no país relacionadas com abuso de drogas (12 casos em 2015) envolveram o uso de heroína. A idade média das vítimas também sofreu um aumento global, passando dos 29 anos (2000) para os 36,8 anos(2015).

"Desde a abertura da primeira sala de consumo supervisionada, foram geridos cerca de 2.100 incidentes de sobredosagem, não havendo nenhum caso com desfecho fatal dentro da estrutura de acolhimento”, disse Alain Origer, coordenador do programa nacional "Drogues" (“Drogas”).

HIV cresce entre comunidade toxicodependente

O Relis 2016 revela um dado preocupante: o aumento do número de consumidores de drogas, por via intravenosa, entre os novos casos de infeções pelo HIV/ Sida.

Apesar de todas as campanhas nacionais, nomeadamente a distribuição de seringas ‘limpas’, o número de novas infeções aumentou para 21% (dados de 2015). “São números preocupantes”, lamenta a ministra da tutela.

O aumento da incidência do HIV/Sida, que também é observado em outros países da UE, pode ser explicado em parte pelo aumento da cobertura de rastreios a nível nacional, o crescente consumo de drogas estimulantes e, em particular, de cocaína por consumidores de drogas altamente marginalizados.

Mais de metade dos consumidores ‘abastecem-se’ no Grão-Ducado

Cerca de 52% dos consumidores compram as suas drogas ilegais exclusivamente no Luxemburgo. Em 2008 eram apenas 15%.

Nos últimos anos, as redes de distribuição têm-se tornado “mais organizadas” a nível nacional.

A expansão dessas redes, diz o Relis2016, contribui para um aumento significativo na disponibilidade de drogas ilícitas, em particular no que diz respeito ao abastecimento de cocaína. As novas drogas sintéticas e os produtos associados também estão a aumentar no país.

"Se os resultados do relatório Relis 2016 são globalmente encorajadores, devemos permanecer vigilantes: o domínio da droga e da toxicodependência está a evoluir. Os mercados ilegais, a disponibilidade e acessibilidade às drogas, bem como o comportamento de consumo dos utilizadores mudam rapidamente", advertiu Lydia Mutsch.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.


Notícias relacionadas

Eurobarómetro: Luxemburgo sente-se mais europeu do que qualquer outro país do bloco
A Comissão Europeia divulgou hoje o seu relatório nacional sobre o Luxemburgo, com alguns resultados interessantes. O relatório que inquiriu 56% de luxemburgueses e 44% de cidadãos de outros Estados-membros da União Europeia (EU) residentes no Grão-Ducado, predominantemente portugueses e franceses, procurou reunir a opinião pública sobre a União Europeia.