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Relatório sobre a família real. Deputados cautelosos, mas atentos aos factos
Luxemburgo 01.02.2020 Do nosso arquivo online

Relatório sobre a família real. Deputados cautelosos, mas atentos aos factos

Relatório sobre a família real. Deputados cautelosos, mas atentos aos factos

Archivfoto 2015. Chris Karaba
Luxemburgo 01.02.2020 Do nosso arquivo online

Relatório sobre a família real. Deputados cautelosos, mas atentos aos factos

Relatório pedido pelo primeiro-ministro à gestão da coroa será apresentado formalmente e debatido com os deputados na próxima quarta-feira, 5 de fevereiro.

O relatório elaborado por Jeannot Waringo sobre a gestão da Corte Grã-Ducal foi publicado esta sexta-feira, 31 de janeiro, mas só será formalmente apresentado aos deputados luxemburgueses 5 de fevereiro, quarta-feira, no Comité das Instituições.

Pedido pelo primeiro-ministro, Xavier Bettel, ao antigo diretor da Inspeção-Geral das Finanças, Jeannot Waringo, o relatório de mais de 40 páginas suscita para já cautela e atenção aos deputados, que terão oportunidade de se pronunciar com detalhe sobre o mesmo, na próxima semana.


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Segundo o L'Essentiel, que ouviu alguns deles, os parlamentares mostram-se, para já, cautelosos, mas atentos, prometendo analisar o relatório com o foco nos factos, "sem emoção".  

 Georges Engel, do LSAP, admitiu àquele órgão já ter lido as 44 páginas do relatório, mas afirmou precisar de "de tempo para estudar as propostas" e fazer "uma análise detalhada".

 Josée Lorsché, de Os Verdes (Déi Gréng) afirmou que os factos terão de ser analisados, "sem emoção" e lembra que  "a monarquia está enraizada na alma do Luxemburgo, e os luxemburgueses estão ligados a ela". "Para muitos, é uma instituição em que não pode haver problemas".

 Do lado da oposição, o deputado do CSV Claude Wiseler disse que só emitirá uma opinião "depois de ter lido documento todo", mas adiantou que foi útil a realização da auditoria e que será "preciso introduzir novas regras".  


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Uma das conclusões do relatório é, precisamente a necessidade de "reformar o funcionamento da monarquia".

Jeannot Waringo, que passou seis meses no Palácio, a observar e a ouvir funcionários da corte, concluiu que a Grã-Duquesa está demasiado presente nas decisões da corte grã-ducal, sobretudo no que se refere à gestão de pessoal.

 O relator sublinha que “as decisões mais importantes relativas à gestão do pessoal são tomadas por Maria Teresa. É ela que trata dos recrutamentos, das colocações nos diferentes serviços e dos despedimentos”.  

 Nos últimos cinco anos, 51 pessoas deixaram de trabalhar para a família grã-ducal. Houve 16 demissões, 11 despedimentos, 16 transferências de serviço e oito rescisões de contrato após um período de experiência.


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