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Relatório revela : Residentes do Luxemburgo entre os maiores consumidores de álcool na OCDE

Relatório revela : Residentes do Luxemburgo entre os maiores consumidores de álcool na OCDE

Foto: Arquivos LW
Luxemburgo 4 min. 15.11.2017

Relatório revela : Residentes do Luxemburgo entre os maiores consumidores de álcool na OCDE

Mais de 118 garrafas de vinho. É a quantidade média que um residente no Grão-Ducado bebe por ano. O valor está acima da média da OCDE e é dos mais elevados entre os países analisados. Em relação ao tabagismo o país compara melhor, já que foi um dos Estados, onde o hábito mais recuou entre 2000 e 2015. Os adultos estão a fumar menos, mas a taxa de jovens fumadores é das mais altas.

Mais de 118 garrafas de vinho. É a quantidade média que um residente no Grão-Ducado bebe por ano. O valor está acima da média da OCDE e é dos mais elevados entre os países analisados. Em relação ao tabagismo o país compara melhor, já que foi um dos Estados, onde o hábito mais recuou entre 2000 e 2015. Os adultos estão a fumar menos, mas a taxa de jovens fumadores é das mais altas.

Cada residente no Luxemburgo consumiu 11,1 litros de álcool puro em 2015, o que equivale a mais de 118 garrafas de vinho num ano. O Grão-Ducado está mesmo entre os países onde se consome mais álcool e é o segundo com a maior percentagem de ’binge drinking’ (episódios de embriaguez regulares).

As conclusões constam do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Health at a Glance 2017. O estudo traça um retrato do panorama da saúde no conjunto dos 35 países do organismo liderado por Angel Gurría. São analisados vários indicadores como a esperança de vida, as principais causas de morte, a incidência do tabagismo e consumo de álcool, bem como os hábitos de vida saudável, passando pelas despesas de saúde, entre outros.

No que ao Luxemburgo diz respeito, o capítulo relacionado com o álcool é preocupante. Os 11,1 litros de álcool puro consumidos, ultrapassam a média da OCDE, que é de nove litros por habitante, o correspondente a 96 garrafas de vinho. No topo do ranking estão a Lituânia (15,2 litros), seguida pela Bélgica (12,6 litros) e a Áustria (12,3 litros). O Luxemburgo surge em sétimo lugar.

O estudo ressalva que, no Grão-Ducado, o consumo real não corresponde às vendas, uma vez que há que contar com as compras feitas pelos não-residentes. Desta forma, o consumo no país equivale à média do consumo de França e da Alemanha. Portugal, por exemplo, tem um consumo mais baixo, mas ainda assim superior à média da OCDE, com 9,9 litros de álcool puro.

Globalmente, o consumo de álcool desceu ligeiramente entre 2000 e 2015 entre a população adulta (maiores de 15 anos), de 9,5 litros de álcool puro, para nove litros. De acordo com o relatório, em 2015, o álcool causou 2,3 milhões de mortes, devido a cancro, problemas cardíacos, e hepáticos. O organismo liderado por Angel Gurría considera que a maioria dos países já implementou medidas para alertar os consumidores para os efeitos nefastos do consumo excessivo de álcool. A OCDE exemplifica com o aumento dos impostos ou com restrições à publicidade às bebidas alcoólicas. A OCDE analisa também o fenómeno do ’binge drinking’, ou seja, um estado de embriaguez episódico (consumo de, pelo menos, seis bebidas alcoólicas numa só ocasião, pelo menos uma vez por mês ao longo dos últimos 12 meses). A taxa de população com mais de 15 anos que o pratica varia entre os 8% na Hungria e os 37,4% na Dinamarca. O Luxemburgo surge no segundo pior lugar, com uma percentagem de 34,5%. Entre os jovens, o Grão-Ducado aparece bem classificado. Apenas 14,5% dos jovens com menos de 15 anos declararam ter estado embriagados pelo menos duas vezes na sua vida. Esta é a quinta taxa mais baixa do conjunto de países analisados. A média da OCDE é de 22,3%.

O tabagismo também tem recuado na maior parte dos países desde 2000. Uma das reduções mais pronunciadas registou-se precisamente no Luxemburgo, com uma baixa de mais de dez pontos, sendo que em 2015, quase 15% da população adulta declarou fumar todos os dias, contra uma média de 18,4% na OCDE e de quase 40% na Indonésia.

No entanto, a taxa de jovens fumadores é das mais altas: de 15,5%, valor que é o sexto mais elevado entre os países analisados.

Ataques cardíacos e AVC entre as principais causas de morte no Grão-Ducado

O estudo analisa também as principais causa de morte nos 35 países que fazem parte da OCDE. No caso específico do Luxemburgo, a maior parte dos óbitos está relacionada com com doenças do sistema circulatório, como sejam ataque cardíaco e AVC, seguidas pelas doenças oncológicas.

Apesar disso, o Luxemburgo tem uma das esperanças médias de vida mais elevadas, aparecendo em sétimo lugar. Os residentes no Grão-Ducado vivem, em média, 82,4 anos, mais do que os 80,5 anos que a média da OCDE. O valor subiu consideravelmente ao longo dos anos, já que em 1970, a média era de 70 anos no Luxemburgo. No que ao género diz respeito, as mulheres continuam a viver mais tempo do que os homens e o mesmo é válido para o caso luxemburguês: há uma diferença de cerca de cinco anos.

O relatório estabelece ainda uma relação entre a esperança de vida, o nível educacional e as condições socio-económicas das pessoas. Um nível educacional mais elevado dá, em princípio, os instrumentos necessários para conseguir condições de vida melhores, mas promove também um estilo de vida mais saudável e facilita o acesso a cuidados de saúde apropriados.

O estudo refere que, para os 25 países da OCDE para os quais estão disponíveis dados atualizados, conclui-se que quem tem um nível de instrução mais elevado vive, em média, mais seis anos do que as pessoas com um nível educacional mais baixo.

Paula Cravina de Sousa

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