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Relatório da ONU revela 70 vítimas de tráfico humano no Luxemburgo entre 2014 e 2018
Luxemburgo 2 min. 02.02.2021

Relatório da ONU revela 70 vítimas de tráfico humano no Luxemburgo entre 2014 e 2018

Relatório da ONU revela 70 vítimas de tráfico humano no Luxemburgo entre 2014 e 2018

Foto: Reuters
Luxemburgo 2 min. 02.02.2021

Relatório da ONU revela 70 vítimas de tráfico humano no Luxemburgo entre 2014 e 2018

Bruno Amaral de Carvalho
Bruno Amaral de Carvalho
De acordo com o documento do Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos de Droga e de Crime, este número inclui 10 menores. A maioria dos casos está ligada a escravatura laboral e sexual.

O relatório divulgado pelo Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos de Droga e de Crime (UNODC, na sigla em inglês), aponta para 70 pessoas vítimas de tráfico entre 2014 e 2018, incluindo 10 menores, no Grão-Ducado. Destas, 46 são do sexo feminino.

O documento revela que dos dados referentes ao período entre 2017 e 2018 a maior parte das vítimas estão ligadas ao trabalho forçado (12 e à prostituição (11). 

Quanto à nacionalidade das vítimas, a maioria é oriunda do Sudeste Asiático. Mas também há pessoas objeto de tráfico da Europa de Leste, Ásia Central, Norte de África e América Latina. No que diz respeito a este crime, 36 pessoas foram julgadas mas apenas 22 foram condenadas no mesmo período.

A percentagem de crianças identificadas como vítimas de tráfico a nível global triplicou nos últimos 15 anos, diz o mesmo relatório, onde consta que no caso dos menores do sexo masculino essa percentagem é cinco vezes maior.

Apesar de as conclusões do relatório divulgado pelo Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos de Droga e de Crime (UNODC, na sigla em inglês) só compilarem dados até 2018, referem que a atual pandemia de covid-19 veio agravar a tendência de crescimento do tráfico de seres humanos.

Cerca de 50 mil vítimas de tráfico humano foram identificadas e detetadas em 148 países em 2018, de acordo com a agência da ONU com sede em Viena, Áustria, que frisa, porém, e dada a natureza “oculta” deste crime, que o número real de vítimas é substancialmente maior.

A agência da ONU destaca que, nos últimos 15 anos, o número de vítimas de tráfico de pessoas detetadas e identificadas aumentou, salientando igualmente que o perfil das vítimas mudou ao longo do mesmo período de análise.

De acordo com a agência da ONU, a percentagem de pessoas traficadas para realizar trabalhos esforçados tem aumentado “de forma contínua há mais de uma década”.

“As vítimas são exploradas numa ampla gama de setores económicos, particularmente naqueles em que o trabalho é realizado em circunstâncias isoladas, incluindo a agricultura, a construção, a pesca, a exploração mineira e o trabalho doméstico”, denuncia a organização.

Com Lusa

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