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Regresso às aulas. "Escola não é um foco de infeção da covid-19"
Luxemburgo 2 min. 14.08.2020

Regresso às aulas. "Escola não é um foco de infeção da covid-19"

Regresso às aulas. "Escola não é um foco de infeção da covid-19"

Lex Kleren
Luxemburgo 2 min. 14.08.2020

Regresso às aulas. "Escola não é um foco de infeção da covid-19"

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Garante novo estudo no Luxemburgo. Ministro da Educação revelou hoje que antes do início do ano letivo "todos os estudantes podem ser testados".

O início do ano letivo ainda em clima de pandemia foi o tema da conferência de imprensa desta manhã dos ministros da Educação e da Saúde onde foram divulgados resultados de um relatório elaborado por investigadores e educadores para preparar o regresso dos alunos à escola em setembro.

Há um ponto para já seguro. Os últimos estudos realizados mostraram que as escolas não são focos de infeção e que com as medidas sanitárias corretas o vírus pode ser controlado nos estabelecimentos escolares.

Ministro pronto a atuar

No entanto, as escolas vão continuar a ser constantemente monitorizadas, pelo que se houver alterações, tomar-se-ão as medidas necessárias, garantiu o ministro. Por outro lado, está a ser planeada uma estratégia mais cirúrgica de combate nas escolas para prevenir a propagação da covid-19 através de testes direcionados e quarentena.

Mas antes de entrarem nas escolas para iniciar mais um ano escolar “todos os alunos e professores podem realizar testes de despistagem” declarou o ministro da Educação Claude Meisch.


Ministro da Educação prevê rentrée escolar com medidas sanitárias diferentes para cada escola
A rentrée escolar em setembro deverá ser orientada consoante a evolução das novas infeções covid-19.

Mais casos na segunda vaga

Os ministros e investigadores confirmaram, esta manhã, que durante a segunda vaga o número de alunos infetados aumentou em relação à primeira vaga da epidemia no Grão-Ducado.

Na primeira vaga da covid-19, o Luxemburgo teve cerca de 40 casos por 100 mil alunos, em comparação com 197 casos por 100 mil entre o pessoal docente.

Já na segunda vaga, o número de alunos com o vírus aumentou de acordo com outros sectores.

Contudo, o ministro da Educação justificou este aumento com dois fatores: lembrou que a primeira vaga decorreu em março/abril, quando as escolas foram encerradas, tendo o número mais elevado de casos coincidido com o regresso à escola. Mas também com o início da estratégia de testes em larga escala, a toda a população e também isso conduziu a um aumento de casos.

Crianças mais protegidas

O relatório hoje apresentado mostrou que a família é o principal foco de infeção dos alunos do Luxemburgo, não sendo por isso nos estabelecimentos escolares onde a grande maioria contrai o vírus.


Cursos de apoio. Mais de 8 mil alunos recusam perder o ano escolar
Com milhares de inscrições, as aulas criadas pelo Ministério da Educação para rever os conteúdos do ano passado ainda não têm critérios definidos. Não se sabe como é que as escolas pretendem acolher os estudantes, nem as medidas de segurança a aplicar no contexto da pandemia.

Além de que, o novo coronavírus tem mais “dificuldade” em infetar crianças, sendo a transmissão pelos mais novos também mais rara. Esta foi uma das provas dadas pelo investigador Paul Wilmes, porta-voz da task force Con Vice na conferência de imprensa de acordo com as investigações.

No Luxemburgo, apenas 12 crianças e jovens dos 0 aos 14 anos foram hospitalizados devido ao vírus, realçou Paul Wilmes salientando que se trata de uma pequena percentagem.  E não houve nenhuma morte entre indivíduos com idade inferior a 19 anos.

 Escolas vigiadas

O ministro Claude Meisch defende que as escolas não devem ter mais restrições de que outros locais.


Plano para próximo ano letivo só em agosto
A dois meses do início do próximo ano escolar, o Ministério da Educação do Luxemburgo afirma que ainda é cedo para apresentar a estratégia final, esperada só para o final de agosto.

Para já está planeado os alunos voltarem aos horários normais e completos nas escolas, onde segundo o ministro da educação devem permanecer o maior tempo possível sempre protegidos pelas medidas de segurança sanitárias. Contudo, se a evolução da epidemia assim o exigir Claude Meisch garante que se poderá voltar às semanas alternadas entre escola e ensino em casa.

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