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Reator da central nuclear de Cattenom desligado para 30 modificações
Só há três reatores a funcionar na central nuclear de Cattenom.

Reator da central nuclear de Cattenom desligado para 30 modificações

Foto: Pierre Matgé
Só há três reatores a funcionar na central nuclear de Cattenom.
Luxemburgo 19.01.2019

Reator da central nuclear de Cattenom desligado para 30 modificações

O reator número 4 da central nuclear de Cattenom foi mais uma vez desligado na noite passada. De acordo com um comunicado divulgado esta manhã pelo Corpo Grão-Ducal de Incêndio e Socorros (CGDIS) trata-se de um "encerramento programado".

Durante o fim de semana vão ser feitas 30 modificações para aumentar a segurança das instalações e há também renovação de combustível. "Por ocasião desta paragem para manutenção, um terço do combustível contido no reator será substituído e muitas atividades de manutenção e fiscalização serão levadas a cabo", pode-se ler no comunicado.

A equipa da central nuclear e profissionais de empresas parceiras vão, entre outras coisas, substituir uma parte do condensador na sala de máquinas, fiscalizar duas peças de baixa pressão da turbina, fiscalizar manguitos térmicos da tampa do reservatório do reator e fazer vários testes hidráulicos dos sistemas auxiliares do circuito primário.


Luxemburgo cercado por centrais nucleares
O ar que se respira no Luxemburgo contém partículas finas libertadas por centrais termoelétricas alemãs, que podem ser nocivas à saúde da população. Mas as ameaças poderão vir também de centrais nucleares dos países vizinhos, que cercam o pequeno Grão-Ducado: algumas têm fissuras, outras têm problemas com peças.

Ao todo, vão ser feitas "30 modificações para aumentar ainda mais o nível de segurança das instalações, como a renovação do sistema de deteção de incêndio do reator".

Cerca de 1.800 funcionários suplementares vão reforçar este fim de semana as equipas da central. As unidades de produção 1, 2 e 3 continuam em funcionamento para a rede elétrica nacional.

A central nuclear de Cattenom tem sido alvo de contestação e o Governo luxemburguês já se manifestou, por diversas vezes, preocupado com o funcionamento da central.


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