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Quem tem de apresentar teste negativo para entrar no Luxemburgo de avião? Saiba as exceções
Luxemburgo 3 min. 28.01.2021 Do nosso arquivo online

Quem tem de apresentar teste negativo para entrar no Luxemburgo de avião? Saiba as exceções

Quem tem de apresentar teste negativo para entrar no Luxemburgo de avião? Saiba as exceções

Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Luxemburgo 3 min. 28.01.2021 Do nosso arquivo online

Quem tem de apresentar teste negativo para entrar no Luxemburgo de avião? Saiba as exceções

Manuela PEREIRA
Manuela PEREIRA
Crianças até aos 6 anos estão isentas do teste, mas há mais exceções.

Quem viajar para o Grão-Ducado de avião a partir de 29 de janeiro tem de comprovar que não está infetado com o novo coronavírus. Terá, assim, de apresentar um teste negativo à covid-19 antes de embarcar em voos com destino ao Grão-Ducado. A medida será válida para todas as pessoas a partir dos 6 anos de idade, independentemente da nacionalidade ou país de residência. Desta forma, as crianças até aos 6 anos estão isentas do teste, mas há mais exceções. 

Os passageiros que façam viagens com duração inferior a três dias (72 horas) num dos países do espaço Schengen também não têm de apresentar o documento comprovativo. 

As pessoas infetadas pelo SARS-CoV-2 nos três meses anteriores à partida e que não tenham sintomas também estão incluídas nesta lista. Para estas, um atestado médico que certifique a situação isenta-as da realização de um novo teste de rastreio.

Aos passageiros em trânsito e aos trabalhadores do setor de transportes aéreos também não é exigido a realização de um teste. A medida aplica-se também a diplomatas, membros de organizações internacionais, militares, funcionários da proteção civil e de ajuda humanitária desde que a estadia no Luxemburgo seja inferior a três dias (72 horas).

Da lista de exceções fazem ainda parte diplomatas e membros de organizações internacionais, militares, funcionários da proteção civil e de cooperação e ajuda humanitária, desde que a estadia no Grão-Ducado não ultrapasse as 72 horas. 

O Luxemburgo vai adotar as novas medidas sanitárias para as deslocações por via aérea, numa altura em que o país ultrapassou a barreira dos 50 mil infetados, dos quais 571 sucumbiram à doença. Esta é, aliás, a primeira vez desde o início da pandemia que as autoridades impõem um teste negativo a quem entra no país. 

O que é necessário?

As autoridades aceitam comprovativos em papel ou em formato digital e deverá, se for necessário, estar acompanhado de uma tradução numa das línguas administrativas do Luxemburgo (francês, alemão e luxemburguês) ou em inglês. 

Os passageiros poderão apresentar um teste laboratorial (PCR) ou rápido (antigénio) que terá de ser feito nas 72 horas antes da partida. Para os passageiros que viajem de fora do espaço Schengen, além de apresentar um teste negativo antes do embarque, os passageiros terão de se submeter a um teste rápido à covid-19 nas instalações do aeroporto do Findel. Em caso de recusa, os passageiros terão de cumprir um período de quarentena de 14 dias, que pode ser interrompida através da apresentação de um teste de rastreio negativo.

Estreia do Grão-Ducado na imposição de teste negativo

Apesar de o cenário ser menos 'negro' do que no final de 2020, há dois fatores que levaram o Governo a adotar as novas restrições a quem chega de avião. A evolução pandémica no exterior é uma delas. Portugal, por exemplo, é o país com mais casos e mortes por milhão de habitantes e com maior taxa de contágios no mundo. Também os países vizinhos têm mantido ou agravado as medidas sanitárias por não estarem a conseguir aliviar a pressão nos hospitais. A Bélgica, por exemplo, limita desde 27 de janeiro e até 1 de março as entradas e saídas do país a deslocações apenas essenciais. 


CCDH critica introdução de teste negativo para quem chega de avião ao Luxemburgo
A medida, anunciada na segunda-feira pelo Governo, entra em vigor esta sexta-feira e prolonga-se até 28 de fevereiro.

A esta preocupação acrescem as novas variantes do SARS-CoV-2, até 70% mais contagiosas, a circular em inúmeros países. O Grão-Ducado regista até à data 36 casos da variante britânica e três da sul-africana. 

Apesar das previsões negras traçadas pelos especialistas para janeiro, a situação epidemiológica no país acabou por não ser tão dramática e até melhorou. O número de mortos tem vindo a diminuir nas últimas semanas e a pressão nos hospitais tem baixado consideravelmente. Atualmente, há registo de 70 internamentos de pacientes com covid-19, e desse total 15 estão nos cuidados intensivos. A 27 de janeiro tinham sido administradas 9.525 doses de vacinas e o número de testes de diagnóstico já ultrapassa um milhão e 800 mil. 

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