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Que destino para a filha pequena da vítima de Esch
Luxemburgo 3 min. 13.08.2019

Que destino para a filha pequena da vítima de Esch

Que destino para a filha pequena da vítima de Esch

Luxemburgo 3 min. 13.08.2019

Que destino para a filha pequena da vítima de Esch

"Só peço a Deus que a irmã da menina, que vive em Itália a leve com ela", diz A.C. amiga de Dione S. que foi morta pelo namorado. A menina vivia com mãe e foi levada pela assistência social.

A Maria (nome fictício), de 10 anos, era a mais nova e a única dos quatro filhos de Dione S. que vivia com a mãe, em Esch-sur-Alzette.

Com a tragédia de sábado, em que o namorado português de Dione, a agrediu tão violentamente que ela acabou por morrer no hospital, a menina que “é autista” foi levada por uma assistente social.

Ainda chocada com tudo o que se passou e triste por perder a sua amiga da forma como foi, uma das amigas que apenas se identifica com as inciais A. C. confessa ao Contacto estar muito preocupada com o futuro de Maria, que perdeu a mãe de uma forma “tão cruel”.

“Ela foi brutalmente assassinada”, vinca A.C. E conta que Dione S. “era o chão para a sua filha, que precisava muito, muito dela. Ela fazia tudo por aquela menina. Amava, cuidava, protegia, dava-lhe todas as condições para crescer saudável”, conta esta amiga da vítima que ainda “está muito em baixo” com o sucedido.

A menina é a única menor de quatro irmãos

A vítima, de 54 anos e natural de Santa Catarina, Brasil, tinha quatro filhos, três dos quais já adultos como contou a reportagem do Contacto. Uma filha está a viver no Brasil, de 35 anos, outra em Itália, 32 anos e um rapaz, de 34 anos, que vive com o pai em Londres. Apenas a menina de 10 anos vivia com a mãe no Grão-Ducado.

A.C. gostava muito de Maria e por isso tudo o que deseja é que ela possa recuperar o grande trauma que sofreu com o carinho e amor de um familiar. Por isso aponta uma solução.

“Só peço a Deus que a irmã que vive em Itália a leve”,diz.

Mal soube da morte da mãe, que acabou por falecer no Centre hospitalier Emile Mayrisch, para onde foi levada, a irmã de Maria viajou logo para o Luxemburgo. Foram uns amigos da mãe que a ajudaram a instalar-se.

"Boa pessoa, trabalhadora e boa mãe"

 A.C. não se cansa de elogiar a amiga: “Boa pessoa, trabalhadora, boa mãe. Dava-se com muitas pessoas e as pessoas gostavam dela”.

Segundo a nossa reportagem no dia anterior à sua morte, a polícia tinha sido chamada pelos vizinhos devido a forte uma discussão em casa de Dione S. entre os dois, e tinha levado detido Francisco O., de 49 anos. Fora-lhe colocada uma ordem de restrição, indica o Tageblatt. Esta não seria a primeira vez que as autoridades teriam sido chamadas por causa de desacatos com cenas de violência entre o casal, como refere o Lux24. De acordo com este jornal Dione S. trabalhava no setor das limpezas.

Mesmo assim, o português ignorou essa ordem e no dia seguinte, sábado bateu à porta de Dione, que a abriu e recebeu de novo o namorado em casa. Horas depois morria devido às facadas que ele lhe dera.

O Tageblatt refere que Francisco encontrava-se altamente alcoolizado.

Violência com álcool à mistura

 De acordo com uma outra amiga de Dione S, que também não quis ser identificada “as discussões entre eles eram frequentes porque ele bebia”.

Também A.C. confirma que Francisco O., natural de Barcelos bebia. 

Os vizinhos e amigos de Dione já a tinham alertado para a violência de Francisco O. mas sem resultado. “Sim, muitas pessoas amigas dela alertaram-na sobre isso mas penso que ela continuava com ele por pena, porque ela tinha um grande coração”. Mas, depois acabou “brutalmente assassinada”.

Agressor preso em Schrassig

O suspeito apresentou-se ao juiz de instrução, domingo à tarde e de seguida foi levado para a prisão de Schrassig, onde está detido.

O Ministério Público não pode por agora dar qualquer informação, uma vez que o processo de instrução está em curso, segundo informou ao Contacto.

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